«Exame Harrison» tem os dias contados

13.11.2017

Assinado protocolo para mudar a prova nacional de acesso ao internato
O polémico «exame Harrison», em vigor há quatro décadas, tem os dias contados.
Foi assinado esta sexta-feira um protocolo, entre escolas, médicos, estudantes e o Ministério da Saúde, que vai mudar a prova nacional de acesso à especialidade médica.

Segundo um comunicado, da Ordem dos Médicos, o objetivo do protocolo será o de estabelecer as condições para a preparação e realização da Prova Nacional de Acesso à Formação Médica Especializada (PNA) no âmbito do internato médico, incluindo a criação do Gabinete da Prova Nacional de Acesso à Formação Médica Especializada (GPNA) e a formação dos membros técnicos do GPNA e dos membros do júri. 

Até agora a bibliografia da PNA era o livro originalmente editado pelo cardiologista Tinsley Harrison que se focava apenas nas áreas da Medicina Interna e que estava estruturado de forma a avaliar a capacidade de memorização. 

O Gabinete da Prova Nacional de Acesso à Formação Médica Especializada irá agora definir uma prova piloto para ser testada em 2018 e terá que assegurar que, tal como recomendado, a matriz e bibliografia da PNA sejam publicadas pelo menos 18 meses antes da realização da prova efetiva. 

A Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (ANEM), já veio dizer, num comunicado, que «é com bastante satisfação que acolhe a vontade e compromisso comuns às estruturas supracitadas, para o desenvolvimento e aplicação de uma prova mais justa e adequada aos fins a que se destina: seriação dos candidatos para efeitos de ingresso na Formação Especializada». 

O polémico «exame Harrison», em vigor há quatro décadas, tem os dias contados. Foi assinado esta sexta-feira um protocolo, entre escolas, médicos, estudantes e o Ministério da Saúde, que vai mudar a prova nacional de acesso à especialidade médica 

Na assinatura do protocolo – que decorreu na sede da Ordem dos Médicos no Porto – estiveram presentes Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde; Fernando Araújo, secretário de Estado e Adjunto; o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães; a presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, Marta Temido; Maria Amélia Duarte Ferreira, coordenadora do Conselho das Escolas Médicas Portuguesas; António Sarmento, que presidiu à Comissão Nacional para a criação do novo modelo de PNA; Carlos Cortes, presidente do Conselho Regional do Centro da OM; António Araújo, presidente do Conselho Regional do Norte da OM; e Rita Ramalho, da ANEM.

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13 de Novembro de 2017
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