Morrem entre dez a doze portugueses por dia devido à diabetes

foto de "DR" | 14.11.2017

Crianças vão ter acesso gratuito a bombas de insulina
Em média, morrem entre dez a doze portugueses por dia devido à diabetes, diz o mais recente relatório do Programa Nacional para aquela patologia, apresentado esta terça-feira em Lisboa. No ano passado foram feitas mais de mil amputações de pés, tornozelos ou pernas.

Apesar destes números, mesmo assim a mortalidade tem vindo a diminuir desde 2013, sendo que 2015 foi o ano em que registou a taxa de mortalidade padronizada mais baixa, com 19,4 mortos por 100 mil habitantes. 2016 foi o ano com menor amputações desde que há registo.
Em 2010, foram feitas mais de 1600 e passados seis anos estas caíram para 1037.

O documento revela que a doença afeta mais de um milhão de pessoas em Portugal e que morrem por ano por diabetes entre 2200 a 2500 mulheres e cerca de 1600 a 1900 homens, o que significa mais de 4% das mortes das mulheres e de 3% nos homens, estimando que 44% das pessoas com diabetes esteja por diagnosticar.

Em termos regionais, a diabetes apresenta maior prevalência no Alentejo e na região autónoma dos Açores, sendo o Algarve a região com menor prevalência.

Crianças até aos 18 anos com acesso gratuito a bombas de insulina

No dia em que se assinala o Dia Mundial da Diabetes, o Ministério da Saúde anunciou que todas as crianças até aos 18 anos com diabetes tipo 1 vão ter acesso, de forma gratuita, a bombas de insulina dentro de dois anos.

O objetivo é assegurar a cobertura do tratamento da diabetes tipo 1 até final de 2019 para toda a população em idade pediátrica.

O alargamento do acesso a bombas de insulina vai ser feito por três fases: até final deste ano, todas as crianças até 10 anos terão cobertura assegurada e, até fim de 2018, o mesmo irá acontecer para todas as crianças até 14 anos.

Em média, morrem entre dez a doze portugueses por dia devido à diabetes, diz o mais recente relatório do Programa Nacional para aquela patologia, apresentado esta terça-feira em Lisboa. No ano passado foram feitas mais de mil amputações de pés, tornozelos ou pernas 

Até final de 2019, será alargada a cobertura às bombas de insulina a toda a população pediátrica, até aos 18 anos.

Fonte oficial da tutela explicou que este faseamento se deve, sobretudo, à necessidade de dotar esta população e as famílias de capacidade e formação para utilização das bombas de insulina.

O Ministério da Saúde adianta ainda que, a par deste alargamento, foi realizado um processo de compra centralizado de bombas de insulina que permitiu uma poupança de 600 mil euros, constituindo uma redução de 45% face ao preço base.

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14 de Novembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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