Fnam apresenta denúncia contra o diretor de Serviço de ORL de Santa Maria 

foto de "DR" | 23.11.2017

Denúncia feita ao MP, IGAS e ERS inclui o CA do CHLN
  O Sindicato dos Médicos da Zona Sul apresentou uma denúncia ao Ministério Público (MP), à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e à Entidade Reguladora da Saúde (ERS), contra o diretor do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do Hospital de Santa Maria, Leonel Luís, e os membros do conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN).
 
Num comunicado, aquele sindicato afeto à Federação Nacional dos Médicos (Fnam), diz que, através dos seus serviços jurídicos, entregou toda a documentação na sua posse relativa à atuação dos acusados para o «apuramento das respetivas responsabilidades».

Segundo o sindicato, os documentos entregues evidenciam que o CA do CHLN, através da chefe de gabinete do ministro da Saúde, «prestou falsas declarações à Assembleia da República sobre as relações do diretor do Serviço com uma empresa dinamarquesa fabricante de equipamento de estudo da vertigem e que o CHLN veio a adquirir».

A documentação diz ainda que Leonel Luís, «durante um período em que se encontrava de licença sem vencimento no hospital, realizou aí um curso sobre vertigem para a referida empresa dinamarquesa, com inscrições a 500 euros, intitulando-se, na documentação do curso, como professor da Faculdade de Medicina e usando o símbolo da Faculdade de Medicina de Lisboa».

Por outro lado, acrescenta a Fnam, o citado diretor de serviço «aceitou, da mesma empresa, pagamentos de viagem ao estrangeiro em valor pecuniário ilícito para um titular de cargo público do Estado Português». 

A Fnam salienta que Leonel Luís recebeu o cargo por «ajuste direto», sem provas públicas, e alerta para uma «atitude persecutória do diretor do Serviço em relação a um conjunto de médicos mais diferenciados do que contestaram a sua nomeação» 

A Fnam salienta ainda que Leonel Luís recebeu o cargo por «ajuste direto», sem provas públicas, e alerta para uma «atitude persecutória do diretor do Serviço em relação a um conjunto de médicos mais diferenciados do que contestaram a sua nomeação», que se traduziu-se na «proibição desses médicos, desde há vários meses, de efetuarem intervenções cirúrgicas».

O comunicado completo pode ser consultado aqui

17tm49P
23 de Novembro de 2017
1749Pub5f17tm49P

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 06.11.2018

Projeto INCLUIR em discussão pública

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade...

06.11.2018

«Não podemos continuar a fingir que não existem milhares de cuidadores»

A propósito do Dia do Cuidador, assinalado esta segunda-feira, o Presidente da República renovou o a...

06.11.2018

Marcelo quer alargamento da vacinação contra o HPV aos homens

O Presidente da República elogiou a «continuidade institucional» no que respeita à política de vacin...

por Teresa Mendes | 06.11.2018

Marta Temido quer regresso a modelo de autonomia de gestão nos hospitais

Em 2019, o Governo pretende «um regresso progressivo a um modelo de organização promotor de autonomi...

por Manuel Tavares de Matos | 06.11.2018

Dores nas costas como  sintoma de espondilartrose

 Opinião de Manuel Tavares de Matos<br /> <br /> A espondilartrose é uma doença que afeta as artic...

por Teresa Mendes | 05.11.2018

Elevados níveis de ácido úrico podem ser fator de risco para doença bipolar

Doentes deprimidos com elevados níveis de ácido úrico no sangue poderão estar em vias de desenvolver...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.