OCDE alerta para diferenças entre os salários dos médicos no SNS e no privado

por Teresa Mendes | 24.11.2017

Relatório sobre o estado da Saúde dos Estados-Membros
Em Portugal, «as pressões sobre os profissionais de saúde irão agravar a escassez futura de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)», alerta a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde, que divulgaram esta quinta-feira, o conjunto de relatórios sobre o estado da saúde em cada um dos Estados-Membros da União Europeia.

A análise realizada ao nosso país considera que o facto de os salários dos profissionais de saúde no setor público serem inferiores aos do privado pode levar à insatisfação e falta de motivação.

«Embora, na sua maior parte, os cortes salariais aplicados em 2012, no âmbito do PAE, estejam atualmente a ser invertidos, as remunerações do pessoal de saúde do SNS, nomeadamente dos médicos, são inferiores às do setor privado», refere o documento, acrescentando que «os salários mais elevados praticados no setor privado incentivam médicos e enfermeiros a sair do SNS, ou mesmo a emigrar para outros países». 

Como tal, e para contrariar a vaga emigratória de profissionais de saúde, em especial de enfermeiros, que se tem assistido nos últimos anos, o relatório considera que «o SNS tem como desafio conseguir manter a motivação dos seus profissionais, bem como conter e inverter a sua saída».

«Embora, na sua maior parte, os cortes salariais aplicados em 2012, no âmbito do PAE, estejam atualmente a ser invertidos, as remunerações do pessoal de saúde do SNS, nomeadamente dos médicos, são inferiores às do setor privado», refere o documento

A OCDE recomenda ainda a Portugal que melhore a medicina dentária, a saúde mental, os cuidados paliativos e atenda à «escassez de médicos de família».

O documento pode ser consultado

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24 de Novembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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