«Infeção VIH e Sida - A situação em Portugal a 31 de dezembro de 2016»

04.12.2017

Taxa mais elevada de novos diagnósticos observada no grupo etário 25-29 anos
Os dados da vigilância epidemiológica constantes do «Relatório Infeção VIH e SIDA – Situação em Portugal em 2016» revelam que Portugal mantém a tendência decrescente no número anual de novos diagnósticos de infeção por VIH e Sida, observada desde 2000, embora as taxas apuradas para os anos mais recentes continuem a ser das mais elevadas na União Europeia. 

Segundo a informação epidemiológica obtida a partir das notificações de casos de infeção por VIH e Sida que o Insa recebe, colige e analisa desde 1985, encontram-se registados cumulativamente, até 30 de junho de 2017, 56.001 casos de infeção por VIH, dos quais 21.614 casos de Sida, em que o diagnóstico aconteceu até final do ano passado. Ainda de acordo com estas notificações, em 2016 foram diagnosticados 1030 novos casos de infeção por VIH em Portugal.

Das características atuais da epidemia nacional, Helena Cortes Martins, responsável pela vigilância da infeção por VIH e SIDA no Departamento de Doenças Infeciosas do Insa, destaca o «predomínio de casos do sexo masculino, com idades inferiores às observadas nos casos em mulheres» e «a taxa mais elevada de novos diagnósticos (26,1 por 100 mil habitantes) observada no grupo etário 25-29 anos, apesar de o maior número de novos casos se ter verificado no grupo 30-39 anos».

A especialista salienta ainda o facto de que os novos casos referentes a homens que têm sexo com homens «foram, nos dois últimos anos, a maioria dos casos do sexo masculino, bem como dos novos diagnósticos em pessoas com menos de 30 anos».

Os dados da vigilância epidemiológica revelam que Portugal mantém a tendência decrescente no número anual de novos diagnósticos de infeção por VIH e Sida, observada desde 2000, embora as taxas apuradas para os anos mais recentes continuem a ser das mais elevadas na União Europeia 

Outro dos aspetos destacados pela autora do documento está relacionado com a percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em casos de transmissão heterossexual. «Em mais de metade dos novos casos (55%) de 2016 o diagnóstico foi tardio, proporção que foi mais elevada (64%) nos casos em que a transmissão ocorreu por contacto heterossexual», explica.

Para mais informações consulte o relatório aqui

17tm51D
04 de Dezembro de 2017
1751Pub2f17tm51D

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

20.06.2018

OM Pharma, do Grupo Vifor Pharma, inaugura nova fábrica em Alfragide

Foi   inaugurada a nova fábrica da OM Pharma, localizada em Alfragide (Amadora), implementada com um...

por Teresa Mendes | 20.06.2018

Tutela garante que vai contratar pelo menos 2 mil novos profissionais

O Ministério da Saúde diz ter «fechado um plano» para compensar a passagem das 40 para as 35 horas s...

por Teresa Mendes | 20.06.2018

«Queremos taxas moderadoras inteligentes»

«Queremos taxas moderadores inteligentes, que sejam capazes de acompanhar e de constituir um instrum...

20.06.2018

A «prudência» do ministro versus a urgência do bastonário

Ordem dos Médicos e Ministério da Saúde têm leituras das conclusões do Relatório Primavera 2018.<br...

19.06.2018

Peritos apresentam estratégias para sensibilizar doentes de risco cardiovas...

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) organiza, no próximo dia 30 de junho, na Faculdade Ferna...

19.06.2018

Infarmed aprovou 111 medicamentos inovadores nos últimos dois anos

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) aprovou nos últimos dois anos 11...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.