Hospitais passam a fornecer o seu plasma ao IPST

05.12.2017

Assinado protocolo entre o IPST, a SPMS e os hospitais do SNS
A segunda fase do Programa Estratégico de Fracionamento de Plasma Humano 2015-2019 iniciou-se esta quinta-feira, dia 30 de novembro, com a assinatura de um Protocolo-Quadro entre o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e os hospitais com maior colheita para fracionamento do plasma.

Segundo um comunicado, esta contribuição dos hospitais deverá resultar num «aumento para 50 mil litros de plasma fracionado, numa ação que decorrerá em 2018 e 2019».

Através deste acordo, as entidades hospitalares comprometem-se a entregar ao IPST, já a partir de janeiro, uma parte do plasma que colhem. Desta forma passará a ser possível, por um lado, ter volume e escala para aproveitar o excedente das dádivas benévolas de sangue pelo fracionamento de Plasma Fresco Congelado (PFC) disponibilizado e, por outro, contribuir para a suficiência nacional em alguns derivados do plasma e consequente redução das contingências de mercado inerentes à dependência externa destes medicamentos.

O organismo informa ainda que «o IPST e os doze serviços de sangue hospitalares comprometem-se à consecução de cerca de 210 mil unidades/50 mil litros de plasma para fracionamento», ficando este instituto e as unidades hospitalares «responsáveis por criar condições para implementação e sustentabilidade do programa de fracionamento nacional».
Esse fracionamento será feito pela empresa Octapharma, no seguimento de um procedimento concursal de diálogo concorrencial, já concluído.

O compromisso assumido é a «consecução de cerca de 210 mil unidades/50 mil litros de plasma para fracionamento», ficando o IPST e os hospitais «responsáveis por criar condições para implementação e sustentabilidade do programa de fracionamento nacional» 

Recorde-se que o protocolo de cooperação surge na sequência do Despacho n.º 15300-A/2016, que determina que o IPST apresente um plano operacional para a utilização do plasma colhido em Portugal e que, até ao final do primeiro quadrimestre de 2017, as instituições e entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passem a recorrer ao IPST para satisfazer as suas necessidades em plasma.

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05 de Dezembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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