Em Portugal, «morre-se mal, sem afeto e sem compaixão»

06.12.2017

Alerta do presidente do CNECV, Jorge Soares
Em Portugal, como em muitos países desenvolvidos, «morre-se mal, sem afeto e compaixão», afirmou o presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), Jorge Soares, na sessão inaugural do seminário de encerramento do ciclo de debates «Decidir sobre o final da vida», que decorreu esta terça-feira, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Para o responsável, «é tempo de promover uma reflexão sobre a compaixão», lembrando que «não se alivia o sofrimento sem empatia ou compaixão», por mais evolução que haja na medicina e ao nível científico.

Jorge Soares salientou igualmente a importância dos cuidados paliativos, frisando que em Portugal chegam a «uma fração pequena de pessoas».

Projetos sobre morte assistida Entretanto, recorde-se que o Bloco de Esquerda (BE) apresentou, em fevereiro, o seu anteprojeto que permite as duas formas de morte assistida, a eutanásia e o suicídio assistido, admitindo a sua realização em estabelecimentos de saúde oficiais e em casa do doente.

Agora, passado este ciclo de debates sobre o final da vida que decorreu por todo o país, o partido promete apresentar o projeto no primeiro trimestre de 2018.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), com um deputado, foi o primeiro a apresentar um projeto de lei sobre a morte assistida e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) também anunciou uma iniciativa neste sentido.

«Não se alivia o sofrimento sem empatia ou compaixão», por mais evolução que haja na medicina e ao nível científico, alertou Jorge Soares 

Um grupo de deputados do PS tem o acordo da direção do partido para apresentar uma iniciativa ou apoiar uma das já existentes ou a apresentar.

O PSD já decidiu dar liberdade de voto, apesar de prometer uma posição oficial e admitir todos os cenários, incluindo o do referendo.
O CDS-PP é contra.

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06 de Dezembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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