Professores da FMUL vencem Prémios Neurociências Santa Casa 2017

07.12.2017

Galardões atribuídos a Maria José Diógenes e Bruno André Miranda
Os prémios Neurociências Santa Casa 2017 destacaram dois professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), Maria José Diógenes e Bruno André Miranda.
Os galardões foram atribuídos no final de novembro, numa cerimónia que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

A investigadora e professora auxiliar da FMUL, Maria José Diógenes, recebeu o «Prémio Mantero Belard», e uma equipa da Universidade do Minho, liderada por António Salgado, o «Prémio Melo e Castro», ambos no valor de 200 mil euros. 

A Santa Casa atribuiu ainda o «Prémio João Lobo Antunes» a Bruno André Miranda, também professor auxiliar convidado da FMUL, no valor de 40 mil euros e que se destina a premiar médicos internos que se tenham destacado em projetos de investigação clínica. 

A investigadora de 40 anos, Maria José Diógenes e a sua equipa, que trabalha em conjunto com o Instituto de Medicina Molecular (iMM), pretende aprofundar o conhecimento da doença de Alzheimer, testando uma nova terapêutica e trabalhando com um novo biomarcador.
A equipa «descobriu que o cérebro destes doentes tem uma desregulação do funcionamento de uma proteína com fator neurotrófico e que se chama BDNF, que quando funcional mal provoca danos no sistema nervoso cerebral», lê-se no comunicado à Imprensa.

Um dos avanços da equipa de investigação é o estudo de um fármaco que possa restabelecer as funções do fator neurotrófico (BDNF).

Bruno André Miranda também está envolvido num estudo sobre Alzheimer, que junta ainda à sua investigação os doentes com demência frontotemporal.

Os prémios Neurociências Santa Casa 2017 destacaram dois professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), Maria José Diógenes e Bruno André Miranda 

«Através de testes neuropsicológicos e questionários sobre o pensamento passado e futuro, o investigador analisa a forma como os pacientes decidem as suas tarefas e processam as rotinas», explica o comunicado.

Estes testes, realizados com a ajuda de ressonâncias magnéticas, pretendem, no fundo, perceber de que modo é afetada a memória episódica (as experiências pessoais) e a generalizada (baseada em conceitos globais adquiridos).

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06 de Dezembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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