Cancro da mama: Grupos parlamentares apoiam oito recomendações da Sociedade Portuguesa de Oncologia

13.12.2017

Objetivo é fortalecer as políticas nesta área
Os grupos parlamentares do PSD, PS e CDS-PP assinaram esta terça-feira um documento com oito recomendações da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), comprometendo-se a adotar o recomendado. A assinatura decorreu no âmbito da sessão «Cancro da mama - Pensar o presente, construir o futuro», que decorre na Assembleia da República.

Num comunicado, a SPO salienta que o documento sugere caminhos de ação na área do cancro da mama que, segundo Gabriela Sousa, Presidente da SPO, «visam uma maior sensibilização, em particular para o cancro da mama metastático, com estratégias concretas para uma abordagem holística à doença». 

«Acredito que o prosseguir destes compromissos contribuirá para fortalecer as políticas nesta área, melhorando, assim, os cuidados de saúde e o apoio social às mulheres que vivem com cancro da mama em Portugal», sublinhou Gabriela Sousa 

«Acredito que o prosseguir destes compromissos contribuirá para fortalecer as políticas nesta área, melhorando, assim, os cuidados de saúde e o apoio social às mulheres que vivem com cancro da mama em Portugal», reforçou a dirigente.

As oito medidas sugeridas pela SPO são as seguintes:
1 - Aumentar o acesso a informação sobre o cancro em todas as fases da doença.
2 - Impulsionar o conhecimento e gerar compreensão pública sobre os diferentes estadios e impactos da doença, por exemplo, através do apoio e/ou promoção de campanhas educativas e de sensibilização em torno da doença.
3 - Estimular a colaboração entre universidades, investigadores, profissionais de saúde, doentes e seus representantes e indústria farmacêutica, enquanto fator crucial para a gestão da doença.
4 - Impulsionar a recolha e o acesso a dados epidemiológicos sobre a doença metastizada.
5 - Contemplar as necessidades das pessoas com cancro metastático nos planos de intervenção politica para o desenvolvimento da Oncologia em Portugal.
6 - Proteger os direitos dos trabalhadores com cancro, nomeadamente na fase da doença metastática.
7 - Facultar mecanismos que permitam evitar fragilidades financeiras na vida das pessoas com cancro que ficam desempregadas.
8.     Desenvolver políticas sobre «cancro e trabalho», de forma a apoiar as entidades empregadoras e os colaboradores a desenvolverem estratégias adequadas e personalizadas para a gestão da doença no local de trabalho.

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13 de Dezembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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