Crianças portuguesas menos obesas

por Teresa Mendes | 21.12.2017

Portugal revela tendência invertida nas prevalências de excesso de peso e obesidade infantil
Os mais recentes dados do COSI Portugal, sistema de vigilância nutricional infantil integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative da Organização Mundial da Saúde/Europa, revelam que entre 2008 e 2016 houve uma redução de 7,2% no excesso de peso (37,9% para 30,7%), bem como uma diminuição de 3,6% na obesidade infantil (15,3% para 11,7%).

Outro dos principais resultados do COSI Portugal 2016 mostra que no período entre 2008 e 2016 todas as regiões portuguesas mostraram um decréscimo na prevalência de excesso de peso (incluindo obesidade). A queda foi mais acentuada na Região dos Açores (-15,6%) (46,6% em 2008 para 31,0% em 2016); Lisboa e Vale do Tejo (-9,0%) (2008: 38,3% e 2016: 29,3%) e Centro (-8,1%) (2008: 38,1% e 2016:30,0%).

O estudo integrou também instrumentos de avaliação compreendendo variáveis relativas à família e ao ambiente escolar.
Por exemplo, em relação à atividade física e comportamentos sedentários verificaram-se melhores indicadores de prática de atividade física, entre os dois períodos já que foram poucas as crianças (2016: 1,7%) que reportaram nunca praticar atividade física, comparativamente com as de 2008 (19,7%) e a prática de 3 ou mais horas ao fim de semana foi igualmente maior em 2016 (66,3%) do que em 2008 (50,8%).

Contrariamente a estes resultados, foi maior o número de crianças que se deslocavam de automóvel para a escola em 2016 (76,6%) do que em 2008 (57,2%). 

As atividades sedentárias foram igualmente reportadas em maior proporção em 2016 do que em 2008, principalmente no uso de computador para jogos eletrónicos de 1 a 2 horas/dia quer à semana (75,5% vs 12,2%) quer durante o fim de semana (54% vs 36%), respetivamente. 

Para Fernando de Almeida, presidente do conselho diretivo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), os dados do COSI Portugal 2016, agora apresentados, «sublinham o percurso muito positivo já feito nesta matéria nos últimos dez anos, mas também a necessidade de continuar a investir no conhecimento do estado nutricional da população escolar, na formação e acesso das populações a profissionais de saúde na área da obesidade infantil, na educação alimentar das famílias, na fiscalização da oferta alimentar em meio escolar e na promoção da atividade física, nomeadamente nos percursos diários entre a escola e casa».

Coordenado cientificamente pelo Insa, através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição e em articulação com a Direção-Geral da Saúde, o COSI Portugal conta com a colaboração, a nível regional, de todas as Administrações Regionais de Saúde e ainda com as Direções Regionais de Saúde dos Açores e da Madeira, designadamente o Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira. Portugal participa nesta iniciativa da OMS/Europa desde o seu início.

Os mais recentes dados do COSI Portugal, sistema de vigilância nutricional infantil integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative da OMS/Europa, revelam que entre 2008 e 2016 houve uma redução de 7,2% no excesso de peso (37,9% para 30,7%), bem como uma diminuição de 3,6% na obesidade infantil (15,3% para 11,7%) 

O estudo avaliou 6745 crianças (50,4% do sexo feminino), entre os 6 e os 8 anos de idade, de 230 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico.

O Relatório COSI Portugal 2016 e a respetiva Fact Sheet podem ser consultados, aqui

17tm53P
21 de Dezembro de 2017
1753Pub5f17tm53P

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 31.10.2018

Saldo negativo do SNS volta a agravar-se em setembro

O saldo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltou a aumentar em setembro. Segundo a Execução Orçamen...

31.10.2018

PPP estão no top 3 dos melhores hospitais do país

Pelo segundo ano consecutivo, o Hospital de Braga é o único em Portugal a conquistar classificação m...

31.10.2018

Portugal sobe para o nível quatro na provisão de cuidados paliativos pediát...

Portugal subiu para o nível quatro da International Children´s Palliative Care Network (ICPCN), send...

por Teresa Mendes | 30.10.2018

 O talão de vencimento está correto?

 O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) disponibiliza no seu site uma calculadora que permite ao...

por Teresa Mendes | 30.10.2018

FNAM pede demissão de toda a equipa da SPMS

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) pediu esta segunda-feira a substituição da equipa da Serviço...

por Teresa Mendes | 30.10.2018

Lei de Bases da Saúde: «Queremos conhecer o trabalho da comissão governamen...

O grupo de personalidades que promoveu o Manifesto Pela Nossa Saúde, pelo SNS e a Petição para a rev...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.