Governo renova PPP de Cascais com receio de atrasos no novo concurso

por Teresa Mendes | 18.01.2018

Presidente da ARSLVT ouvido na CPS da AR
 
 O receio pelos atrasos que um novo concurso possa provocar foram os motivos apresentados pelo presidente da ARSLVT, Luís Pisco, aos deputados, para que o contrato de gestão do Hospital de Cascais seja, afinal, renovado até 2020. A informação foi dada pelo responsável esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Saúde (CPS).

Para além de Luís Pisco, também o coordenador das Parcerias Público Privadas (PPP), João Matos, foi ouvido sobre o prolongamento, em novembro, do contrato da parceria entre o Estado e o Grupo Lusíadas Saúde para a gestão do Hospital de Cascais.

A decisão do Governo acabou por ser o lançamento de um novo concurso internacional, mas «a complexidade do processo pode provocar alguns atrasos», pelo que, «por segurança», foi decidido «renovar até ao máximo de dois anos» o acordo com o parceiro, disse Luís Pisco, acrescentando que «esta renovação até ao máximo de dois anos só é válida caso não seja possível ter o concurso pronto para funcionar no início do próximo ano e apenas durante o tempo em que isso não aconteça».

«É apenas uma segurança para que, se houver algum tipo de atraso, não haja problemas assistenciais», reforçou o responsável.

A deputada do PCP Carla Cruz salientou que os comunistas, que pediram estas audições, «rejeitam claramente esta opção» de PPP, considerando que são «uma má opção de gestão» e «uma má opção de prestação de cuidados de saúde». 

Também Moisés Ferreira, do BE, observou que as PPP «um passo perigoso» para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e defendeu que «o que está a acontecer em Cascais é a mercantilização da saúde», existindo valências que este hospital não presta, como doenças mentais, Oncologia e doentes com HIV.

O receio pelos atrasos que um novo concurso possa provocar foram os motivos apresentados pelo presidente da ARSLVT, Luís Pisco, aos deputados, para que o contrato de gestão do Hospital de Cascais seja, afinal, renovado até 2020 

Luís Pisco acabou por admitir que, «sendo este (PPP) o mais antigo, é aquele que tem maiores problemas», garantindo que «está tudo a ser identificado para o novo contrato».

João Matos, coordenador das PPP, explicou que o Hospital de Cascais «não podia tratar doentes com HIV porque, quando foi feito o protocolo, não tinha serviço de Infeciologia» e que «Psiquiatria e Oncologia são situações novas que são posteriores ao contrato».

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18 de Janeiro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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