«As grávidas, mães e bebés do Centro merecem mais e melhor»

08.02.2018

Sindicato alerta para falta de recursos humanos nas maternidades de Coimbra
 O Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC) denuncia novamente a falta de recursos humanos nas maternidades de Coimbra, acusando o Ministério da Saúde de «discriminação» com as unidades da região. O alerta já tinha sido dado em novembro de 2017, mas até à data nada foi feito.

Num comunicado enviado às redações, o sindicato sublinha que a falta de recursos humanos, não apenas de médicos, «coloca em causa a continuidade da qualidade de assistência a grávidas e bebés, as escalas de urgência e a manutenção do protocolo de acompanhamento com os cuidados de saúde primários, que contempla três consultas e ecografias em fases essenciais da vigilância da saúde da grávida»”.

Segundo aquela estrutura sindical, as maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos, que integram o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), realizam, cada uma, cerca de 2500 partos e 18000 consultas por ano, considerando que «a quantidade de partos realizada em cada uma das maternidades é superior à de outros hospitais centrais em Lisboa».

Recorde-se que a 20 de novembro de 2017, numa reunião solicitada ao conselho de administração do CHUC, «o diretor clínico afirmou a dificuldade de contratação de profissionais médicos e o empenho na resolução da situação» e, um dia depois, em carta dirigida ao SMZC e à Federação Nacional dos Médicos, 25 clínicos da Maternidade Bissaya Barreto exprimiram as suas preocupações sobre a concentração de internamentos na fase de resguardo ou quarentena no terceiro piso do edifício, quando o quarto piso, que só abre quando a taxa de ocupação no terceiro está próxima dos 100%, tem «melhores condições de conforto e higiene para as utentes».

Os signatários denunciaram também a «falta de humanização, existindo mães com filhos em cuidados intensivos em risco de vida ou que sofreram a sua perda, ao lado de mães com recém-nascidos saudáveis, falta de recursos humanos médicos com ausência de novas contratações desde há 10 anos, insatisfação dos profissionais de saúde e seu esgotamento, desmotivação, revolta e deceção com a atual situação».

«Os recursos humanos médicos nas maternidades não sofreram qualquer alteração e a situação atual mantém-se muito próxima da rutura.

«A região tem sido discriminada negativamente pela tutela e as grávidas, mães e bebés do Centro merecem mais e melhor», considera o SMZC 

A região tem sido discriminada negativamente pela tutela e as grávidas, mães e bebés do Centro merecem mais e melhor», lê-se a nota à Imprensa.


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08 de Fevereiro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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