Parlamento Europeu quer acabar com a mudança da hora

por Teresa Mendes | 09.02.2018

Alterações provocam disrupções no biorritmo humano
O Parlamento Europeu (PE) apelou à Comissão Europeia para que seja reconsiderada a mudança da hora, uma prática que tem décadas de existência e que, segundo os deputados, pode ser prejudicial para a saúde humana.
A resolução nesse sentido foi aprovada esta quinta-feira pelo PE, que recomenda também a adoção de um regime horário unificado na Europa.

O objetivo passa, de acordo com a notícia avançada pela agência Bloomberg, por «evitar diferentes práticas nos países europeus que coloquem em causa o mercado único dos serviços de transporte, comunicações e comércio» e evitar problemas de saúde.

Recorde-se que normalmente os relógios são adiantados uma hora em março, voltando a ser atrasados em outubro, uma prática que tem muitos anos de existência e que tem como objetivo maximizar o aproveitamento da luz do dia.

Esta recomendação do PE, que não é vinculativa, tem por base um estudo publicado em outubro de 2017, que conclui que apesar do horário de verão ser benéfico para a indústria dos transportes, aumentar o potencial das atividades de lazer fora de casa e reduzir o consumo de energia, o mesmo «está associado a disrupções no biorritmo humano».

A Comissão Europeia ainda não respondeu de forma formal, mas já deu indicações de que não é favorável a esta alteração. A comissária dos Transportes, Violeta Bulc, disse no PE que também «os benefícios para a saúde humana que resultam de um maior aproveitamento da luz do dia têm de ser tidos em conta», reforçando que «não existe grande interesse das capitais europeias em acabarem com o horário de verão».

O Parlamento Europeu (PE) apelou à Comissão Europeia para que seja reconsiderada a mudança da hora, uma prática que tem décadas de existência e que, segundo os deputados, pode ser prejudicial para a saúde humana

Mesmo que a Comissão Europeia avance com uma proposta de alteração, esta terá de ser aprovada pela maioria dos países e dos deputados do PE, num processo que demorará pelo menos um ano.

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09 de Fevereiro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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