Fnam mantém decisão de greve após nova reunião com tutela

12.02.2018

«Os pontos imprescindíveis continuam sem qualquer contraproposta»
Da mais recente reunião dos sindicatos médicos com o Ministério da Saúde voltou a não sair fumo branco, antes pelo contrário.

«Não havendo qualquer aproximação do Governo às legítimas expetativas dos trabalhadores médicos, a Fnam mantém a decisão de escalar as formas de luta, já anunciadas previamente», entre as quais nova greve nacional, anuncia aquele sindicato num comunicado.

Segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fnam), na reunião da passada quinta-feira, dia 8, estiveram presentes a secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, constatando o sindicato que «a substituição de alguns dos elementos da delegação não representou qualquer evolução na posição governamental».

De acordo com um comunicado  daquela estrutura sindical, «os pontos imprescindíveis, como a negociação da carreira médica e da grelha remuneratória, a diminuição da lista de utentes dos médicos de família e os limites do trabalho urgente e extraordinário, continuam sem qualquer contraproposta por parte do Ministério da Saúde».

Em relação aos concursos de colocação de recém-especialistas, atrasados há vários meses, «fomos informados que o concurso à especialidade de Medicina Geral e Familiar estaria previsto para a próxima semana. No entanto, continua sem perspetiva de data de abertura o concurso para os especialistas hospitalares».

«Não havendo qualquer aproximação do Governo às legítimas expetativas dos trabalhadores médicos, a Fnam mantém a decisão de escalar as formas de luta, já anunciadas previamente», entre as quais nova greve nacional, anuncia aquele sindicato num comunicado

Relativamente ao diploma que regulamenta o Internato Médico, a Fnam diz ter manifestado não conhecer qual a versão que teria sido enviada para promulgação, «expressando o seu desacordo sobre a versão conhecida pelos sindicatos.

Ainda segundo a Fnam, a delegação do Ministério da Saúde garantiu que irá apresentar contrapropostas por escrito ainda durante o mês de fevereiro.

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12 de Fevereiro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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