Governo anuncia investimento de 20 milhões de euros em investigação clínica até 2023
por Teresa Mendes | 15.02.2018
Criação de uma agência especializada em Oncologia em cima da mesa
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, anunciou um investimento de cerca de 20 milhões de euros em investigação clínica, até 2023.
«A ideia é fazer-se uma agência de financiamento, como têm surgido noutros pontos da Europa, reunindo o esforço público e privado, partilhados igualmente», afirmou esta quarta-feira na primeira edição da Gago Conference, no Porto.
Este é, aliás, um assunto que será hoje debatido no Conselho de Ministros, que será dedicado à Ciência.
«Estamos aqui a antecipar, com um conjunto de cientistas, com o comissário europeu [Carlos Moedas] e líderes europeus, como é que Portugal pode acompanhar o grande desafio de, até 2030, três em cada quatro doentes de cancro tenham perspetivas de vida longa», disse Manuel Heitor.
A criação de uma agência especializada em Oncologia foi outro dos assuntos abordados, com o ministro a considerar que «é preciso investir, reunir um esforço público e privado, e é isso que tem sido debatido nos últimos seis meses, para se criar um mecanismo novo em Portugal de financiar e de avaliar os chamados centros académicos clínicos».
Lembrando que «há um ano, o Governo criou, com as escolas médicas, os centros de investigação biomédica e unidades de cuidados de saúde, o Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos», o responsável anunciou que «agora, vamos dar mais um passo na formalização desses centros académicos e na orientação para a criação de uma agência que possa avaliar e financiar e, assim, podermos aproximar-nos da Europa».
Esta nova agência justifica-se porque «esta área clínica [de Oncologia] tem mecanismos próprios de avaliação e de financiamento, é uma especificidade tão característica da própria atividade de investigação que muitos países, nomeadamente do Centro e Norte da Europa, já especializaram os mecanismos de financiamento e avaliação na área, criando agências» para o efeito, explicou o governante.
«É esse o passo que estamos a dar, de especializar o nosso sistema de financiamento e avaliação na área clínica», concluiu Manuel Heitor, acrescentando que o Governo quer aproximar Portugal da Europa, seguindo as melhores práticas, e «este é um passo decisivo para melhorar a relação entre o sistema científico e o Serviço Nacional de Saúde (SNS)».
«A ideia é fazer-se uma agência de financiamento, como têm surgido noutros pontos da Europa, reunindo o esforço público e privado, partilhados igualmente», afirmou Manuel Heitor na primeira edição da Gago Conference
Outra novidade anunciada é o facto de Portugal passar a integrar o «Cancer Core Europe», a mais importante rede europeia de investigação em cancro, que agrega 24 grupos de investigação, através do Porto.Comprehensive Cancer Center – o consórcio entre o I3S e o Insituto Português de Oncologia do Porto.
18tm07P
15 de Fevereiro de 2018
1807Pub5f18tm07P
Publicada originalmente em www.univadis.pt
«A ideia é fazer-se uma agência de financiamento, como têm surgido noutros pontos da Europa, reunindo o esforço público e privado, partilhados igualmente», afirmou esta quarta-feira na primeira edição da Gago Conference, no Porto.
Este é, aliás, um assunto que será hoje debatido no Conselho de Ministros, que será dedicado à Ciência.
«Estamos aqui a antecipar, com um conjunto de cientistas, com o comissário europeu [Carlos Moedas] e líderes europeus, como é que Portugal pode acompanhar o grande desafio de, até 2030, três em cada quatro doentes de cancro tenham perspetivas de vida longa», disse Manuel Heitor.
A criação de uma agência especializada em Oncologia foi outro dos assuntos abordados, com o ministro a considerar que «é preciso investir, reunir um esforço público e privado, e é isso que tem sido debatido nos últimos seis meses, para se criar um mecanismo novo em Portugal de financiar e de avaliar os chamados centros académicos clínicos».
Lembrando que «há um ano, o Governo criou, com as escolas médicas, os centros de investigação biomédica e unidades de cuidados de saúde, o Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos», o responsável anunciou que «agora, vamos dar mais um passo na formalização desses centros académicos e na orientação para a criação de uma agência que possa avaliar e financiar e, assim, podermos aproximar-nos da Europa».
Esta nova agência justifica-se porque «esta área clínica [de Oncologia] tem mecanismos próprios de avaliação e de financiamento, é uma especificidade tão característica da própria atividade de investigação que muitos países, nomeadamente do Centro e Norte da Europa, já especializaram os mecanismos de financiamento e avaliação na área, criando agências» para o efeito, explicou o governante.
«É esse o passo que estamos a dar, de especializar o nosso sistema de financiamento e avaliação na área clínica», concluiu Manuel Heitor, acrescentando que o Governo quer aproximar Portugal da Europa, seguindo as melhores práticas, e «este é um passo decisivo para melhorar a relação entre o sistema científico e o Serviço Nacional de Saúde (SNS)».
«A ideia é fazer-se uma agência de financiamento, como têm surgido noutros pontos da Europa, reunindo o esforço público e privado, partilhados igualmente», afirmou Manuel Heitor na primeira edição da Gago Conference
Outra novidade anunciada é o facto de Portugal passar a integrar o «Cancer Core Europe», a mais importante rede europeia de investigação em cancro, que agrega 24 grupos de investigação, através do Porto.Comprehensive Cancer Center – o consórcio entre o I3S e o Insituto Português de Oncologia do Porto.
18tm07P
15 de Fevereiro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Governo anuncia investimento de 20 milhões de euros em investigação clínica até 2023