Criado e-mail para receber denúncias sobre as deficiências do SNS
23.02.2018
Ordem dos Médicos entrega carta aberta com mais de 3000 assinaturas
A Ordem dos Médicos (OM) entregou esta quinta-feira, na Comissão Parlamentar de Saúde (CPS), uma carta aberta assinada por mais de 3000 clínicos, na qual é exigida a abertura imediata de concursos para os recém-especialistas. Já depois da audiência parlamentar, o bastonário anunciou a criação de um e-mail para denunciar as insuficiências e deficiências do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A acompanhar uma delegação de jovens médicos, os vários responsáveis da OM renovaram duras críticas à tutela face ao impasse na abertura de concursos para os 710 jovens médicos que concluíram o seu Internato de Especialidade na época de 2017.
O vice-presidente da CPS, Moisés Ferreira, garantiu aos promotores da carta aberta que o atraso nos concursos para a colocação destes médicos «está a ser objeto de atenção e acompanhamento» por parte deste grupo.
A carta e as suas circunstâncias foram apresentadas pelo bastonário, Miguel Guimarães. «Foi feita por jovens médicos que esperam por concurso há meses, alguns há um ano», enfatizou o dirigente que considera que esta é «uma situação única» e «lamentável», pois apesar das carências destes profissionais nos hospitais, o concurso continua no papel.
Na sequência desta situação, o responsável revelou a criação de um e-mail que vai passar a receber as denúncias sobre as insuficiências e deficiências do SNS. O endereço eletrónico é: denuncias@ordemdosmedicos.pt
Por seu turno, Inês Mesquita, anestesiologista que aguarda pela abertura do concurso e que hoje esteve também presente no Parlamento, apelou à intervenção e ajuda dos deputados para que estes médicos possam ajudar os portugueses e explicou aos deputados a génese deste movimento que resultou na elaboração da carta aberta após uma reunião no Conselho Regional do Centro [realizada na noite de 15 de fevereiro].
«Não estamos a ir ao encontro daquilo que os hospitais e os utentes precisam, para além de estarmos a assistir ao incumprimento legal por parte do Ministério da Saúde».
Devido a este impasse a jovem médica e também Vogal da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, afirmou aos deputados: «Temos de estar nos hospitais que nos deram a formação e não onde somos necessários».
Para o presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, o ministro da Saúde «não é capaz de fazer o trabalho que lhe compete. De um lado, estão mais de 700 médicos à espera de serem colocados em locais onde são necessários.
Do outro, existem as carências do Serviço Nacional de Saúde».
A situação foi igualmente lamentada por Guida da Ponte (Federação Nacional dos Médicos) e José Carlos Almeida (Sindicato Independente dos Médicos), para quem a situação é «incompreensível».
O bastonário anunciou a criação de um e-mail para denunciar as insuficiências e deficiências do Serviço Nacional de Saúde
Neste encontro esteve também Catarina Perry da Câmara, coordenadora nacional do Conselho Nacional do Médico Interno e representantes dos recém-especialistas de todas as regiões do País.
18tm08S
23 de Fevereiro de 2018
1808Pub6f18tm08S
Publicada originalmente em www.univadis.pt
A acompanhar uma delegação de jovens médicos, os vários responsáveis da OM renovaram duras críticas à tutela face ao impasse na abertura de concursos para os 710 jovens médicos que concluíram o seu Internato de Especialidade na época de 2017.
O vice-presidente da CPS, Moisés Ferreira, garantiu aos promotores da carta aberta que o atraso nos concursos para a colocação destes médicos «está a ser objeto de atenção e acompanhamento» por parte deste grupo.
A carta e as suas circunstâncias foram apresentadas pelo bastonário, Miguel Guimarães. «Foi feita por jovens médicos que esperam por concurso há meses, alguns há um ano», enfatizou o dirigente que considera que esta é «uma situação única» e «lamentável», pois apesar das carências destes profissionais nos hospitais, o concurso continua no papel.
Na sequência desta situação, o responsável revelou a criação de um e-mail que vai passar a receber as denúncias sobre as insuficiências e deficiências do SNS. O endereço eletrónico é: denuncias@ordemdosmedicos.pt
Por seu turno, Inês Mesquita, anestesiologista que aguarda pela abertura do concurso e que hoje esteve também presente no Parlamento, apelou à intervenção e ajuda dos deputados para que estes médicos possam ajudar os portugueses e explicou aos deputados a génese deste movimento que resultou na elaboração da carta aberta após uma reunião no Conselho Regional do Centro [realizada na noite de 15 de fevereiro].
«Não estamos a ir ao encontro daquilo que os hospitais e os utentes precisam, para além de estarmos a assistir ao incumprimento legal por parte do Ministério da Saúde».
Devido a este impasse a jovem médica e também Vogal da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, afirmou aos deputados: «Temos de estar nos hospitais que nos deram a formação e não onde somos necessários».
Para o presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, o ministro da Saúde «não é capaz de fazer o trabalho que lhe compete. De um lado, estão mais de 700 médicos à espera de serem colocados em locais onde são necessários.
Do outro, existem as carências do Serviço Nacional de Saúde».
A situação foi igualmente lamentada por Guida da Ponte (Federação Nacional dos Médicos) e José Carlos Almeida (Sindicato Independente dos Médicos), para quem a situação é «incompreensível».
O bastonário anunciou a criação de um e-mail para denunciar as insuficiências e deficiências do Serviço Nacional de Saúde
Neste encontro esteve também Catarina Perry da Câmara, coordenadora nacional do Conselho Nacional do Médico Interno e representantes dos recém-especialistas de todas as regiões do País.
18tm08S
23 de Fevereiro de 2018
1808Pub6f18tm08S
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Criado e-mail para receber denúncias sobre as deficiências do SNS