Urgência de Pediatria do Hospital do Litoral Alentejano sem pediatras

09.03.2018

Ordem critica situação «absurda e perigosa»
No serviço de urgência pediátrica do Hospital do Litoral Alentejano (HLA) o atendimento não é feito por pediatras.

O hospital tem «uma urgência intitulada de pediatria que não tem pediatras», denunciou o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos (OM), após visitar esta quinta-feira, as instalações hospitalares, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal.

Alexandre Valentim Lourenço manifestou preocupação com o caso e disse aos jornalistas, no final da visita e pouco depois de ter reunido com a direção clínica e com os médicos, que a situação era «absurda e perigosa», uma vez que os pais levam as crianças partindo do princípio que vão ter um pediatra e depois isso não acontece.

«A população vem a uma urgência de Pediatria, com crianças em situação de doença aguda, e acaba por ser vista por médicos que têm menos diferenciação, muitas vezes, daquela que os médicos que estão nos centros de saúde», disse, considerando a situação um «contrassenso», que «devia ser proibido».

No HLA, integrado na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e que dá resposta aos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, existe apenas um pediatra, que está quase na idade de reforma e que não faz urgência, referiu.

«Por isso, em situações agudas de crianças, este hospital não responde, ou transfere ou as crianças ou estas são vistas por médicos que não têm a diferenciação», acrescentou Alexandre Valentim Lourenço, apontando que «muitos dos profissionais» que asseguram a urgência pediátrica nem médicos de família são.
 
«Enviar para um hospital que tem um médico menos diferenciado, muitas vezes, do que o médico que está no Centro de Saúde é um contrassenso», insistiu, defendendo que a urgência pediátrica é «uma área prioritária para o hospital».

«Eu nunca vi até agora um serviço de Pediatria sem pediatras, isto é a primeira vez que eu vejo», asseverou Alexandre Lourenço, avisando que «a Ordem não pode permitir» a situação 

«Eu nunca vi até agora um serviço de Pediatria sem pediatras, isto é a primeira vez que eu vejo», asseverou, avisando que «a Ordem não pode permitir» a situação.

«Caso se mantenha desta forma, teremos que desencadear processos internos de avaliação hospitalar que possam resolver esta situação», asseverou.


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09 de Março de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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