Tudo na mesma nas negociações com o Ministério da Saúde

09.03.2018

Fnam mantém greve, mas SIM ainda não decidiu se vai aderir
A reunião dos dois sindicatos médicos com o Ministério da Saúde esta quinta-feira não trouxe nada de novo em relação aos avanços das negociações, mantendo a Federação Nacional dos Médicos a greve agendada para os dias 10, 11 e 12 de abril. Já o Sindicato Independente dos Médicos continua a acreditar na via negocial, remetendo uma decisão para o seu congresso que se realiza na próxima semana.

«O ministério foi evasivo e tirando a proposta da redução das 200 horas extraordinárias anuais para as 150, nada mais houve. É muito pouco quando as questões mais importantes para os médicos são a revisão da carreira e da grelha salarial, a resolução dos problemas do internato médico, a questão dos concursos que têm de ser transparentes.

Não nos souberam dizer quantos médicos entraram [nos hospitais] fora do concurso nacional. Houve uma proposta de diminuição de utentes por médico de família, mas muito pouco substantiva», disse o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), João Proença, à saída do encontro.

Pouco tempo antes de reunir no ministério, a Fnam emitiu um comunicado 

a criticar o documento que a tutela enviou a 5 de março, com os tópicos para serem discutidos na reunião desta quinta-feira, dizendo que este confirmava «a vontade e decisão política de continuar a não apostar nos médicos e no desenvolvimento qualitativo da carreira médica». 

A reunião dos dois sindicatos médicos com o Ministério da Saúde esta quinta-feira não trouxe nada de novo em relação aos avanços das negociações, mantendo a Federação Nacional dos Médicos a greve agendada. O Sindicato Independente dos Médicos continua a acreditar na via negocial 

Apesar do desentendimento, a greve dos médicos marcada para abril pode ainda ser reversível, pois além de uma nova reunião negocial com o Ministério da Saúde já marcada para o próximo dia 28 de março, haverá, antes disso, no dia 19 de março, novo Fórum Médico que irá centrar-se na greve, na situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no impasse nas negociações.

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09 de Março de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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