Anomalias congénitas estão a ser detetadas cada vez mais cedo

por Teresa Mendes | 16.03.2018

Insa divulga relatório referente a 2014-2015
 As anomalias congénitas (AC) estão a ser detetadas cada vez mais cedo em Portugal. Segundo o relatório do Registo Nacional de AC referente ao período 2014-2015, do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (Insa), «cerca de 60% das AC registadas nos bebés portugueses foram detetadas na fase pré-natal, um valor superior ao observado em anos anteriores».

Para os autores do documento, este facto poderá estar relacionado com o trabalho desenvolvido pelos centros de diagnóstico pré-natal e um maior acesso da grávida a estes centros.

O relatório mostra também que a percentagem de nascimentos em mulheres com idade igual ou superior a 40 anos, cerca de 9%, praticamente duplicou quando comparados os dados com os do relatório referente aos anos 2000 a 2010 (5,2%).

Quanto às patologias em si, em 2014 e 2015, as cardiopatias congénitas foram o grupo de AC mais prevalente (86,5 casos/10000 nascimentos), seguido do grupo das anomalias do sistema músculo-esquelético (45,0 casos/10000 nascimentos). 

Segundo o relatório do Registo Nacional de AC referente ao período 2014-2015, do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (Insa), «cerca de 60% das AC registadas nos bebés portugueses foram detetadas na fase pré-natal, um valor superior ao observado em anos anteriores» 

Também se evidenciam com frequências elevadas, as anomalias cromossómicas e as AC do sistema urinário (cerca de 35 casos/10000 nascimentos para cada grupo), salientando a equipa que «estes resultados são idênticos à distribuição observada pelo RENAC em anos anteriores. 

A interrupção médica da gravidez é a opção mais escolhida quando, através das técnicas de diagnóstico pré-natal, são detetadas anomalias cromossómicas (73,6%) ou AC do sistema nervoso central (62,2%).

Consulte o relatório em acesso aberto aqui
 
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15 de Março de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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