«Somos todos Adalberto», contrapõe Mário Centeno

12.04.2018

Ministro das Finanças nega a existência de cativações no SNS
Em resposta ao CDS, que acusou o Governo de fazer cativações encapotadas, o ministro das Finanças garantiu esta quarta-feira, numa comissão parlamentar conjunta de Finanças e Saúde a pedido do CDS e do PSD, que «não há um único euro de cativações no Serviço Nacional de Saúde (SNS)».
No final, Centeno disse: «Somos todos Adalberto».

«Quem fala em cativações desconhece totalmente a gestão financeira na saúde», afirmou Mário Centeno, respondendo à deputada do CDS, Isabel Galriça Neto, que tinha interpelado o ministro sobre o que considera como subfinanciamento na Saúde, destacando os pagamentos em atraso por parte dos hospitais EPE.

«Bem pode o ministro da Saúde anunciar injeções de capitais, que o senhor ministro das Finanças congela esses pagamentos, que mais não são do que cativações encapotadas», disse Galriça Neto, questionando Mário Centeno sobre quais os hospitais que já receberam efetivamente o reforço de verbas que tinha sido anunciado.

Em resposta, Centeno indicou que 98% de todas as faturas identificadas ao abrigo da regulação de pagamentos em atraso no SNS foram pagas até ao início deste mês. Segundo o ministro, dos 1400 milhões de euros anunciados para pagamentos de dívidas dos hospitais, 900 milhões foram já «concretizados» no período anunciado.

Reconhecendo que desde janeiro que existe um problema com os pagamentos aos fornecedores na saúde, o governante afirmou que o Governo está a combatê-lo.
«Os pagamentos em atraso são um problema que o Governo reconhece e está a atacar», reforçou o governante.

No final da audição no parlamento, o Mário Centeno garantiu que a diminuição do défice não foi feita à custa da Saúde, lembrando que a saúde foi o setor que teve o maior aumento orçamental neste período. «Hoje, o SNS gasta mais 700 milhões de euros», afirmou. 

Em resposta ao CDS, que acusou o Governo de fazer cativações encapotadas, o ministro das Finanças garantiu esta quarta-feira, numa comissão parlamentar conjunta de Finanças e Saúde a pedido do CDS e do PSD, que «não há um único euro de cativações no Serviço Nacional de Saúde»

«Não somos todos Centeno. Somos todos Adalberto», concluiu o ministro das Finanças numa referência a um comentário do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que no final de março, também no Parlamento, disse que «somos todos Centeno».

Problema no S. João vai ser resolvido em projeto maior

Sobre os problemas da ala pediátrica do Hospital de São João, o ministro das Finanças garantiu que obra vai avançar e acusou o Governo anterior de ter anunciado renovação «sem projeto nem dinheiro».

Sem avançar com uma data, Mário Centeno garantiu que a obra está englobada num «conjunto de projetos cuja aprovação foi feita, está em processo pelo Governo e vai avançar».


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12 de Abril de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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