ENSP adia debate sobre o papel do doente na decisão terapêutica

17.04.2018

Recomendações na mudança de um medicamento original para um biossimilar, uma apresentação adiada
A ESNP, através da sua agência de comunicação, informou hoje que se encontra «adiada, por motivos de agenda» a sessão, antes anunciada, no âmbito do Dia Europeu dos Direitos dos Doentes, que se assinala no amanhã, dia 18 de abril.  A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), promoveria uma sessão pública onde seria apresentado o estudo «A Perspetiva dos Doentes na Decisão Terapêutica - Recomendações para a informação prestada ao doente na mudança de um medicamento original para um biossimilar».

O trabalho, segundo um comunicado da ENSP, pretende «emitir uma série de recomendações sobre a decisão e substituição terapêutica e informação prestada aos doentes na mudança de um medicamento original para um biossimilar».

Rute Simões Coelho, investigadora principal do estudo, farria a apresentação das recomendações do relatório, seguindo-se um debate sobre as perspetivas da informação prestada ao doente na mudança de medicamento que iria contar com a participação de Cláudia Monge (professora auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), Elsa Frazão (presidente do Conselho Diretivo da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas), Augusto Faustino (reumatologista), Fátima Canedo (diretora da Direção de Gestão do Risco de Medicamentos), João Paulo Cruz (diretor de Serviço de Gestão Técnico-Farmacêutica do Centro Hospitalar Lisboa Norte) e um representante da Comissão Nacional de Farmácia Terapêutica do Infarmed.

A questão deontológica do dever de o médico informar, o papel do doente na tomada de decisão, a diferença entre informar e consentir, a necessidade ou não de um documento de consentimento assinado, o direito e o dever do doente reportar reações adversas seriam alguns dos assuntos a abordar no debate.

Recorde-se que o estudo que seria  apresentado surgiria pouco depois da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica ter emitido novas orientações sobre a mudança de medicamento biológico de referência para biossimilar, que já suscitaram reações por parte de sociedades médicas, grupos de estudo e associações de doentes.

«Os biossimilares são, como o próprio nome indica, medicamentos similares aos biológicos de referência, mas não totalmente iguais, ao contrário do que acontece com os genéricos, que são uma cópia fiel dos medicamentos convencionais. Desenvolvidos a partir de células vivas, os medicamentos biológicos passam por um processo extremamente complexo, que impossibilita a reprodução de cópias iguais», salientava o comunicado inicial

O evento, agora adiado, seria gratuito e aberto ao público, sendo apenas necessária a inscrição no site da iniciativa, aqui

Notícia actualizada a 17 de Abril de 2018

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13 de Abril de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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