PARADIGM quer envolver cidadão no circuito da investigação biomédica

foto de "DR" | 13.04.2018

Plataforma liderada pela EFPIA e pelo Fórum Europeu dos Doentes
Com o objetivo de facilitar e promover a participação do paciente no ciclo de vida dos medicamentos, 34 parceiros públicos e privados juntaram-se e lançaram a plataforma PARADIGM (Patients Active in Research and Dialogues for an Improved Generation of Medicines), financiada pela Iniciativa de Medicamentos Inovadores.

A iniciativa, que vai ter a duração de 30 meses, é liderada pela EFPIA (European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations) e pelo Fórum Europeu dos Doentes e integra associações de doentes, órgãos reguladores, universidades, organizações sem fins lucrativos, PME’s, associações comerciais e empresas farmacêuticas.

«O envolvimento do paciente na investigação biomédica é fundamental para melhores resultados de saúde», consideram os autores, num comunicado à Imprensa, esclarecendo que projeto pretende «preencher lacunas de conhecimento, definir como disponibilizar todas as ferramentas para aqueles que precisam delas, aumentar a consciencialização entre aqueles que pensam que não precisam delas e criar um roteiro sustentável para o envolvimento do paciente».

No final dos 30 meses de duração do projeto, os pacientes e investigadores terão acesso a uma estrutura que permite «o envolvimento estruturado, significativo, sustentável e ético do paciente ao longo dos três principais pontos de decisão do desenvolvimento de medicamentos: a definição das prioridades de investigação, o desenho de ensaios clínicos e o diálogo com os organismos reguladores».

Com o objetivo de facilitar e promover a participação do paciente no ciclo de vida dos medicamentos, 34 parceiros públicos e privados juntaram-se e lançaram a plataforma PARADIGM, financiada pela Iniciativa de Medicamentos Inovadores 

Para atingir esses objetivos ambiciosos, a PARADIGM está a unir forças com outros movimentos já existentes e vai organiza o Primeiro Fórum Aberto de Envolvimento do Paciente com a European Patient Academy on Therapeutic Innovation (EUPATI) e Patient Focussed Medicines Development (PFMD).

«O envolvimento do doente está a torna-se uma realidade e uma prática padrão que poderá ter um efeito realmente inovador na investigação biomédica, tornando-a mais focada nas necessidades das pessoas», diz Madga Chlebus, diretora executiva de Política Científica e Assuntos Regulatórios da EFPIA, na nota à Imprensa.

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13 de Abril de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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