Laboratório de Nanotecnologia cria alimentos funcionais para combater diabetes

16.04.2018

Projeto tem como missão dar mais qualidade de vida aos idosos
Durante os próximos quatro anos, um grupo de investigadores do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) vai criar alimentos capazes de ajudar a combater a diabetes tipo 2. 

O programa «Food For Diabetes and Cognition», financiado pelo Programa H2020, deu o primeiro passo esta sexta-feira e, segundo Lorenzo Pastrana, diretor de Ciências da Vida do INL e porta-voz do grupo, a prioridade é «dar mais qualidade de vida aos idosos».

«O objetivo é desenvolver ingredientes, fórmulas de alimentos e dietas para combater dois dos principais problemas de saúde dos idosos: a diabetes tipos 2 e os problemas cognitivos como a demência ou o Alzheimer, por exemplo», explica o especialista num comunicado do à Imprensa.

«No ano 2050, um em cada três portugueses vai ter mais de 65 anos e isto representa uma pressão muito grande para os sistemas de saúde e para a segurança social.
Está provado que através de uma alimentação dirigida a combater estes problemas de saúde eles podem ser minimizados, podendo poupar-se muito dinheiro ao sistema de segurança social, prevenido este tipo de doenças», salientou ainda o responsável.

O «Food For Diabetes and Cognition» não quer fazer medicamentos, mas «alimentos funcionais». De acordo com Lorenzo Pastrana, o objetivo é «melhorar as qualidades funcionais que já têm os alimentos, aumentar e evitar que muitas das propriedades se percam no caminho.
Queremos alimentos personalizados para este tipo de população e queremos que o ato de comer seja divertido, dê prazer e sobretudo saúde».

«Temos de pegar nos ingredientes naturais dos alimentos, muitas vezes são subprodutos, como por exemplo os polifenóis como os que existem nas uvas e inseri-los numa bolacha, numa sopa, de forma a que durante os processo térmicos não se degradem e no final temos um produto enriquecido com este composto e que permanece ativo», explica ainda o investigador.

«O objetivo é desenvolver ingredientes, fórmulas de alimentos e dietas para combater dois dos principais problemas de saúde dos idosos: a diabetes tipos 2 e os problemas cognitivos como a demência ou o Alzheimer, por exemplo», explica Lorenzo Pastrana 

Os investigadores do INL lideram um consórcio que envolve outros países. «Estamos a falar de Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido e da Suécia.
Cada um destes países envolve universidades, centros tecnológicos e empresas.
O objetivo é que no conjunto possamos cobrir todas as valências de que este projeto necessita e que são: a extração destes compostos bioactivos, como a casca das uvas por exemplo, até ao teste das dietas nos lares, passando pela formulação das sopas no retalho», diz na nota à Imprensa.

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16 de Abril de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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