Mais de 50% da população pediátrica não tem a asma controlada

24.04.2018

Alerta lançado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica
A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) alerta que 43% dos portugueses asmáticos vivem sem a sua doença controlada, resultante de uma «perceção errada» que têm do controlo da mesma.
Esse número é ainda maior se olharmos para a população pediátrica, com mais de 50% das crianças portuguesas com asma por controlar.

Em vésperas do Dia Mundial da Asma, que se assinala a 1 de maio, a presidente da SPAIC, Elisa Pedro, recorda que em Portugal há pelo menos 700 mil doentes asmáticos, o que representa mais de seis por cento da população nacional. Do total, 175 mil são crianças e adolescentes.

Segundo a médica, ter a asma controlada significa ter uma vida sem limitações de atividade, podendo praticar exercício físico ou desporto, por exemplo, bem como não ter sintomas noturnos ou diurnos, crises e não necessitar de andar constantemente a recorrer ao inalador, além de manter uma função pulmonar normal nos exames médicos.

«Nove em cada dez doentes que não tem a asma controlada têm uma perceção errada do estado de controlo da doença. Vão adaptando as suas vidas às suas limitações e creem que assim têm a doença controlada», sublinha ainda a presidente da SPAIC em declarações à agência Lusa.

Para ajudar a mudar esta realidade foi lançada esta terça-feira, no cinema São Jorge, em Lisboa, a Campanha «Que a asma não te pare», que recorre à personagem «Vitinho», um ícone da infância nas décadas de 1970 e 1980, que lembrava às crianças a hora de ir dormir e a importância de uma noite descansada.

A SPAIC alerta que 43% dos portugueses asmáticos vivem sem a sua doença controlada. Esse número é ainda maior se olharmos para a população pediátrica, com mais de 50% das crianças portuguesas com asma por controlar

A campanha inclui um vídeo onde são descritos alguns sintomas da doença e a importância de adesão à terapêutica, essencial para que um doente asmático tenha uma vida normal e sem restrições.

Mais informações aqui 

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24 de Abril de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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