Ordem dos médicos suspende internato de Otorrino no Santa Maria

24.04.2018

Dentro de 12 meses será realizada nova avaliação
A Ordem dos Médicos (OM) decidiu suspender o internato de Otorrinolaringologia no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, ficando o serviço impedido de formar internos naquela especialidade, confirmou à Lusa o presidente do colégio de especialidade.

Artur Condé disse que, «até nova avaliação», está suspensa a idoneidade para formar novos internos de otorrino no Santa Maria, por não estarem reunidas as condições exigíveis.

A notícia foi avançada esta terça-feira pelo Diário de Notícias, que teve acesso a um despacho da OM que indica que dentro de 12 meses será realizada uma nova avaliação.

A decisão é agora tomada após a OM ter constatado, em julho de 2017, que os internos estavam a dar consultas sozinhos, incluindo os que estavam no início do internato.

«Os internos têm consultas em nome deles que aparentemente asseguram sozinhos desde que entram em Otorrinolaringologia», afirmou na altura o bastonário Miguel Guimarães à agência Lusa.

Recorde-se que aquele Serviço tem estado envolvido em polémica desde que, em 2016, foi nomeado Leonel Luís como diretor de serviço.

No final de 2017, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) apresentou uma denúncia no Ministério Público e autoridades de saúde contra aquele médico, acusando-o de várias irregularidades e perseguição aos médicos.
Já em 2018, o diretor do serviço entregou no Ministério Público uma queixa crime por difamação e denúncia caluniosa contra a direção do SMZS e contra cinco colegas otorrinolaringologistas.

Na queixa, a que a agência Lusa teve acesso, o diretor do serviço, Leonel Luís, considera que a direção do SMZS divulgou vários comunicados que «representam um atentado» ao seu bom nome, à sua honra e à sua imagem e credibilidade.

A decisão é agora tomada após a OM ter constatado, em julho de 2017, que os internos do Serviço de Otorrino estavam a dar consultas sozinhos, incluindo os que estavam no início do internato 

Em causa está o que o médico considera ser uma campanha difamatória do sindicato, que considerou ilícita a sua nomeação e deu a entender que o diretor do serviço foi nomeado «por ajuste direto», sem ter qualificações suficientes e aludindo a «mecanismos clientelares e comissariado político» nalgumas situações no serviço de Otorrino.

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24 de Abril de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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