Presidente da ADSE demite-se por «motivos pessoais»
02.05.2018
Carlos Liberato Baptista
Carlos Liberato Baptista, que pediu a demissão da presidência da ADSE esta segunda-feira, é suspeito de estar envolvido num esquema de desvio de dinheiro e favorecimento de empresas, num caso que remonta à altura em que era administrador da Associação de Saúde da PT, avançou a TVI esta terça-feira.
No relatório confidencial a que a estação de televisão teve acesso, os montantes envolvidos no caso, que nunca foi denunciado, ascendem aos cinco milhões de euros.
Nesses dois anos, o ex-presidente da ADSE poderá ter estado envolvido na prática de vários crimes.
A TVI detalha que, em 50 fornecedores e prestadores de serviços de saúde associados à PT-ACS, 40 estavam em situação de irregularidade, por se tratarem de empresas fantasma, ou por não ter havido processos de consulta ao mercado para aquisição de bens e serviços.
Havia, inclusive, empresas cujos sócios eram colaboradores da própria PT-ACS.
Carlos Liberato Baptista terá dado aval a tudo isto, assinando os contratos e comprovativos necessários.
Esta terá sido a causa para a sua saída discreta da PT-ACS para o Instituto de Ação Social das Forças Armadas, onde desempenhou a função de vogal, responsável pela gestão do sistema de saúde dos militares (ADM), segundo a TVI.
Na segunda-feira, antes da demissão do responsável da ADSE, contactado pela TVI, o ministro da Saúde garantia não ter conhecimento do conteúdo da auditoria, nem as razões que levaram à saída de Carlos Liberato Baptista da PT-ACS.
No mesmo dia, fonte oficial do Ministério da Saúde confirmou ao Público que Liberato Baptista «pediu renúncia do cargo que ocupava como presidente da ADSE, alegando motivos pessoais».
A saída do presidente da ADSE ocorre numa altura em que estavam a decorrer as negociações com a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada para a reformulação da tabela de preços a pagar pela prestação de cuidados de saúde aos beneficiários da ADSE.
O processo de negociação das novas tabelas de preços arrasta-se há já vários meses, tem sofrido avanços e recuos e tem gerado forte contestação por parte dos maiores hospitais privados.
Carlos Liberato Baptista, que pediu a demissão da presidência da ADSE esta segunda-feira, é suspeito de estar envolvido num esquema de desvio de dinheiro e favorecimento de empresas, num caso que remonta à altura em que era administrador da Associação de Saúde da PT
Carlos Liberato Baptista, que ocupava a presidência do instituto que gere o subsistema de Saúde do Estado desde janeiro de 2017, vai manter-se em funções até ser substituído.
18tm18G
02 de Maio de 2018
1818Pub4f18tm18G
Publicada originalmente em www.univadis.pt
No relatório confidencial a que a estação de televisão teve acesso, os montantes envolvidos no caso, que nunca foi denunciado, ascendem aos cinco milhões de euros.
Nesses dois anos, o ex-presidente da ADSE poderá ter estado envolvido na prática de vários crimes.
A TVI detalha que, em 50 fornecedores e prestadores de serviços de saúde associados à PT-ACS, 40 estavam em situação de irregularidade, por se tratarem de empresas fantasma, ou por não ter havido processos de consulta ao mercado para aquisição de bens e serviços.
Havia, inclusive, empresas cujos sócios eram colaboradores da própria PT-ACS.
Carlos Liberato Baptista terá dado aval a tudo isto, assinando os contratos e comprovativos necessários.
Esta terá sido a causa para a sua saída discreta da PT-ACS para o Instituto de Ação Social das Forças Armadas, onde desempenhou a função de vogal, responsável pela gestão do sistema de saúde dos militares (ADM), segundo a TVI.
Na segunda-feira, antes da demissão do responsável da ADSE, contactado pela TVI, o ministro da Saúde garantia não ter conhecimento do conteúdo da auditoria, nem as razões que levaram à saída de Carlos Liberato Baptista da PT-ACS.
No mesmo dia, fonte oficial do Ministério da Saúde confirmou ao Público que Liberato Baptista «pediu renúncia do cargo que ocupava como presidente da ADSE, alegando motivos pessoais».
A saída do presidente da ADSE ocorre numa altura em que estavam a decorrer as negociações com a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada para a reformulação da tabela de preços a pagar pela prestação de cuidados de saúde aos beneficiários da ADSE.
O processo de negociação das novas tabelas de preços arrasta-se há já vários meses, tem sofrido avanços e recuos e tem gerado forte contestação por parte dos maiores hospitais privados.
Carlos Liberato Baptista, que pediu a demissão da presidência da ADSE esta segunda-feira, é suspeito de estar envolvido num esquema de desvio de dinheiro e favorecimento de empresas, num caso que remonta à altura em que era administrador da Associação de Saúde da PT
Carlos Liberato Baptista, que ocupava a presidência do instituto que gere o subsistema de Saúde do Estado desde janeiro de 2017, vai manter-se em funções até ser substituído.
18tm18G
02 de Maio de 2018
1818Pub4f18tm18G
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Presidente da ADSE demite-se por «motivos pessoais»