Acordo «inédito e histórico no setor da saúde», diz ministro da Saúde

07.05.2018

Alargamento das 35 horas a todos os trabalhadores da saúde 
Sindicatos e Governo chegaram a acordo quanto ao alargamento das 35 horas de trabalho semanais a todos os trabalhadores a partir de janeiro e também quanto à possibilidade de progredir na carreira.
Serão mais de 20 mil os funcionários a ser abrangidos por estas medidas. 

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde à Lusa na passada sexta-feira, um dia depois de estes trabalhadores, com exceção dos médicos e dos enfermeiros, terem realizado uma greve de dois dias para reivindicar a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

«É um dos acordos mais relevantes, inédito e histórico no setor da saúde», disse Adalberto Campos Fernandes.

Contactado pela Lusa, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), José Abraão, explicou que o acordo implica o estabelecimento, a partir de janeiro, de um horário de 35 horas semanais para todos os trabalhadores e a possibilidade de progredir na carreira.

«Chegamos a um acordo importante ao fim de sete anos de negociação que contempla as 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores a partir de janeiro e o direito à carreira e nela progredir», uma vez que «estes trabalhadores que não tinham carreira», adiantou José Abraão.

O dirigente sindical salientou igualmente que foi aberta pelo Governo uma «janela de oportunidade» para negociar que permitiu chegar a «este entendimento que vai beneficiar cerca de 20 mil trabalhadores» e «põe termo» a muitos anos de «discriminação e injustiças».

Sindicatos e Governo chegaram a acordo quanto ao alargamento das 35 horas de trabalho semanais a todos os trabalhadores a partir de janeiro e também quanto à possibilidade de progredir na carreira. Serão mais de 20 mil os funcionários a ser abrangidos por estas medidas 

O acordo alcançado, numa reunião entre os sindicatos e a secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, afasta a possibilidade de os trabalhadores da saúde voltarem a fazer greve ainda este mês como tinham anunciado na quinta-feira os sindicalistas.  

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07 de Maio de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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