Hospital de S. José sem Radiologista à noite

17.05.2018

Sindicatos e Ordem dos Médicos indignados
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e Ordem dos Médicos (OM) denunciaram esta quarta-feira que o Hospital de S. José, em Lisboa, vai ficar sem radiologista durante o período noturno a partir de 1 de junho.

O presidente do Conselho Regional do Sul (CRS) da OM, que se deslocou nesse dia ao hospital para ouvir os médicos da urgência, considera que esta se trata de uma medida «impensável».

«Segundo um despacho interno, a Radiologia e a Neurorradiologia, entre as 00h00 e as 08h00, vão ter técnicos a efetuar os exames, que depois vão ser avaliados por um médico via telemedicina. Durante este período não estará um Radiologista no local», disse à Lusa Alexandre Valentim Lourenço.

«Este é um hospital de fim de linha, que recebe doentes de outros locais quando estes não têm capacidade de resposta. É impensável mandar os exames para uma empresa no exterior e este facto pode causar graves distúrbios», avisou o dirigente, que espera que ver esta situação «resolvida».

«O hospital fica sem uma das suas principais armas de diagnóstico. Muitas vezes, a análise efetuada aos exames entre o médico e o médico Radiologista levam a decisões que podem salvar vidas», disse ainda o presidente do CRS.

Num comunicado, o SIM também repudia a medida, considerando «escandaloso que seja candidamente assumido pela direção do Serviço de Radiologia do Hospital S. José essa ausência de recursos humanos médicos durante a noite».

«O hospital fica sem uma das suas principais armas de diagnóstico. Muitas vezes, a análise efetuada aos exames entre o médico e o médico Radiologista levam a decisões que podem salvar vidas», disse o presidente do CRS

Para o sindicato esta situação pode «pôr em risco os doentes e a potenciar a possibilidade de erro médico».
A notícia foi avançada pelo diretor do serviço de urgência, numa nota interna, na qual Francisco Lucas Matos adiantava que foi informado da decisão de passar a ter Radiologia no período noturno apenas por telemedicina.

«Esta é uma má notícia para a urgência que vai provavelmente gerar dificuldades», disse, sublinhando que este serviço é «o último recurso para uma parte significativa dos doentes que a ele recorrem».


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17 de Maio de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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