Forma mais comum de cancro da mama não beneficia com quimioterapia

por Teresa Mendes | 04.06.2018

Estudo divulgado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica
Afinal, a forma mais comum do cancro da mama não precisa de ser tratada com quimioterapia, uma vez que esse tratamento não afeta o prognóstico da doença.

Esta é a principal conclusão do maior estudo alguma vez realizado sobre o assunto, divulgado este fim-de-semana na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago.

A investigação, da Harvard Medical School, nos EUA, denominada TAILORx, concluiu que a maioria das mulheres vítimas do tipo mais comum de cancro da mama poderão não ter de se sujeitar a um tratamento com quimioterapia. 

Em termos práticos, refere Harold Burstein, professor associado de Universidade de Harvard, «isto significa que milhares de mulheres poderão evitar a quimioterapia, com todos os efeitos secundários que ela acarreta, conseguindo, ainda assim, excelentes resultados a longo prazo».

Já Arnie Purushotham, conselheiro clínico do Centro de Investigação Oncológica do Reino Unido, refere ao jornal britânico The Guardian que, «ao estratificar estas doentes com cancro da mama e ao perceber que apenas aquelas com os riscos mais elevados de reincidência precisam de receber quimioterapia, com base na genética do seu tumor, o TAILORx revela um grande potencial para garantir um tratamento mais suave sem comprometer a sua eficácia».

«O estudo mostra que a quimioterapia pode ser evitada em cerca de 70% destas mulheres, limitando a quimioterapia aos 30% que sabemos que podem beneficiar com ela», refere Joseph Sparano, diretor de investigação clínica do Centro de Cancro Albert Einstein 

O estudo avaliou os benefícios da quimioterapia em cerca de 10 mil mulheres, entre os 18 e os 75 anos, sendo cada um delas classificada com um valor entre 0 e 100 em função do risco de reincidência da doença nos 10 anos seguintes.
A esmagadora maioria ficou fora do intervalo em que a aplicação do tratamento provava ser uma mais-valia.

«O nosso estudo mostra que a quimioterapia pode ser evitada em cerca de 70% destas mulheres, limitando a quimioterapia aos 30% que sabemos que podem beneficiar com ela», refere ao mesmo jornal Joseph Sparano, diretor de investigação clínica do Centro de Cancro Albert Einstein, em Nova Iorque.

O estudo pode ser consultado aqui

18tm23B
04 de Junho de 2018
1823Pub2f18tm23B

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 21.03.2019

Infarmed aprova utilização de canábis para sete indicações terapêuticas

São sete as indicações terapêuticas para a utilização de medicamentos à base de canábis medicinal au...

por Teresa Mendes | 21.03.2019

Contratação simplificada: Técnicos de diagnóstico e terapêutica também fica...

Não são só os médicos que se sentem discriminados por não serem contemplados no processo de contrata...

21.03.2019

 Médicos alertam para rutura na Neonatologia da Maternidade Bissaya Barreto

O Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC) alertou esta quarta-feira para a rutura iminente no se...

21.03.2019

 Tutela estuda alargamento do cheque dentista a crianças menores de seis an...

O Ministério da Saúde está a estudar o alargamento dos cheques dentista a crianças menores de seis a...

20.03.2019

 APMGF teme que consultas por telemóvel aumentem as desigualdades

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) critica a nova ferramenta...

20.03.2019

OM quer reunião urgente com ministra após «nível de desprezo» inédito

A Ordem dos Médicos (OM) pediu esta terça-feira uma reunião com caráter de urgência à ministra da Sa...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.