ARSLVT assinala 20 anos de ação conjunta na área da tuberculose e metadona
05.06.2018
Parceria diagnostica 343 casos de TB em toxicodependentes
Entre 2001 e 2017, foram diagnosticados 343 casos de tuberculose (TB) nas pessoas que aderiram ao Programa de Redução de Danos e de Proximidade aos Utilizadores de Drogas com Apoio de Saúde e Psicossocial e Recurso a Administração de Metadona da Cidade de Lisboa (PSBLE), avança a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).
Este é um dos feitos conquistados na saúde desta população vulnerável e com especificidades muito próprias, no ano em que se assinalam duas décadas de colaboração regional entre a deteção e tratamento da tuberculose (TB) e o PSBLE, este último gerido pela Associação Ares do Pinhal.
Segundo a ARSLVT, o diagnóstico daqueles casos de TB tornou-se suspeito através da realização de mail de 20 mil exames radiográficos (20.210) e confirmados pelos exames bacteriológicos efetuados nos Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP) e na unidade móvel de radiorrastreio da ARSLVT/Departamento de Saúde Pública.
Esta colaboração também permite a toma vigiada dos medicamentos para o tratamento da TB, em conjunto com a toma de metadona aos utentes que se deslocam diariamente junto das unidades móveis do PSBLE.
Ao longo deste período, entre 2001 e 2017, o CDP de Lisboa e o PSBLE deram então resposta a 343 pessoas com diagnóstico de TB, num total de 6856 utentes, o que significa uma taxa de prevalência da tuberculose de 5%.
No total, mais de 95,4% dos utentes completou o tratamento para a TB no decurso do programa de substituição e a taxa de abandono situou-se nos 4,6%.
«Desde o primeiro momento que chamámos a atenção para comportamentos como o alcoolismo, tabaco e outras toxicodependências como fatores a considerar na redução do abandono do tratamento da TB e na melhoria da acessibilidade à terapia.
E estes números demonstram isso mesmo», explica Maria da Conceição Gomes, responsável pela área da Tuberculose da ARSLVT, realçando o papel fundamental desta parceria.
Destes doentes, a maioria tinham outros fatores de risco (HIV+ e Ac+ para a hepatite C).
Entre 2001 e 2017, foram diagnosticados 343 casos de tuberculose (TB) nas pessoas que aderiram ao Programa de Redução de Danos e de Proximidade aos Utilizadores de Drogas com Apoio de Saúde e Psicossocial e Recurso a Administração de Metadona da Cidade de Lisboa (PSBLE)
A ARSLVT recorda que a colaboração da área da TB com a área das Dependências teve início em 1997. A parceria permanece até hoje com as Equipas de Tratamento de Xabregas/Taipas e Loures/Odivelas, bem como com as unidades móveis do PSBLE. Contudo, o fator impulsionador do fortalecimento dessa parceria surgiu em 1998, ano em que o Programa de Substituição da Metadona teve início no Casal Ventoso, em Lisboa.
O PSLBLE é atualmente financiado pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e monitorizado pela Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD), da ARSLVT.
18tm23H
05 de Junho de 2018
1823Pub3f18tm23H
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Este é um dos feitos conquistados na saúde desta população vulnerável e com especificidades muito próprias, no ano em que se assinalam duas décadas de colaboração regional entre a deteção e tratamento da tuberculose (TB) e o PSBLE, este último gerido pela Associação Ares do Pinhal.
Segundo a ARSLVT, o diagnóstico daqueles casos de TB tornou-se suspeito através da realização de mail de 20 mil exames radiográficos (20.210) e confirmados pelos exames bacteriológicos efetuados nos Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP) e na unidade móvel de radiorrastreio da ARSLVT/Departamento de Saúde Pública.
Esta colaboração também permite a toma vigiada dos medicamentos para o tratamento da TB, em conjunto com a toma de metadona aos utentes que se deslocam diariamente junto das unidades móveis do PSBLE.
Ao longo deste período, entre 2001 e 2017, o CDP de Lisboa e o PSBLE deram então resposta a 343 pessoas com diagnóstico de TB, num total de 6856 utentes, o que significa uma taxa de prevalência da tuberculose de 5%.
No total, mais de 95,4% dos utentes completou o tratamento para a TB no decurso do programa de substituição e a taxa de abandono situou-se nos 4,6%.
«Desde o primeiro momento que chamámos a atenção para comportamentos como o alcoolismo, tabaco e outras toxicodependências como fatores a considerar na redução do abandono do tratamento da TB e na melhoria da acessibilidade à terapia.
E estes números demonstram isso mesmo», explica Maria da Conceição Gomes, responsável pela área da Tuberculose da ARSLVT, realçando o papel fundamental desta parceria.
Destes doentes, a maioria tinham outros fatores de risco (HIV+ e Ac+ para a hepatite C).
Entre 2001 e 2017, foram diagnosticados 343 casos de tuberculose (TB) nas pessoas que aderiram ao Programa de Redução de Danos e de Proximidade aos Utilizadores de Drogas com Apoio de Saúde e Psicossocial e Recurso a Administração de Metadona da Cidade de Lisboa (PSBLE)
A ARSLVT recorda que a colaboração da área da TB com a área das Dependências teve início em 1997. A parceria permanece até hoje com as Equipas de Tratamento de Xabregas/Taipas e Loures/Odivelas, bem como com as unidades móveis do PSBLE. Contudo, o fator impulsionador do fortalecimento dessa parceria surgiu em 1998, ano em que o Programa de Substituição da Metadona teve início no Casal Ventoso, em Lisboa.
O PSLBLE é atualmente financiado pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e monitorizado pela Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD), da ARSLVT.
18tm23H
05 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
ARSLVT assinala 20 anos de ação conjunta na área da tuberculose e metadona