Reclamações aumentam 20% no setor da saúde

11.06.2018

Hospital Amadora-Sinta lidera é a unidade com mais queixas apresentadas
Em 2017, as reclamações no setor da saúde dispararam 20% relativamente ao ano anterior. Segundo o mais recente relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), foram registadas 70.120 reclamações, quando em 2016 as queixas tinham sido cerca de 60 mil (mais 18,4%).

O Hospital Amadora-Sintra foi o estabelecimento de saúde público com mais reclamações (2185), seguido do Hospital de Faro (1940) e do Hospital Garcia de Orta, em Almada (1710).

No que se refere ao privado, são três hospitais da capital os que têm mais queixas apresentadas: O Hospital da Luz (1149), a CUF Descobertas (999) e o Hospital Lusíadas (678).

De acordo com o relatório do Sistema de Gestão de Reclamações, divulgado esta quinta-feira pela ERS, os «procedimentos administrativos» foram o principal motivo de reclamação, representando cerca de 20% das queixas, seguindo-se os relacionados com «tempos de espera» (19,5%) e com a «focalização no utente» (17%).

Relativamente à sua distribuição anual, foi no mês de novembro que se registaram mais queixas, existindo mais de 9000 reclamações.
É no final do ano que as reclamações mais aumentaram, algo que a ERS justifica com o facto de ter tido uma intervenção mais intensa junto dos prestadores «relativamente aos processos ainda por submeter».

O hospital Amadora-Sintra teve um aumento de reclamações (mais 287), bem como o hospital de Faro, que, registou mais do dobro das queixas em relação a 201 – passou de 823 para 1940 –, muito devido ao aumento da procura nos meses de verão.

O Hospital Amadora-Sintra foi o estabelecimento de saúde público com mais reclamações (2185), seguido do Hospital de Faro (1940) e do Hospital Garcia de Orta, em Almada (1710), segundo a ERS 

No top 10 dos hospitais públicos com mais reclamações estão ainda o Hospital de Gaia/Espinho (que o ano passado não figurava sequer nos dez primeiros), o Hospital de São João (que caiu da segunda para a quinta posição) ou o Santa Maria (embora seja o maior hospital do país, caiu do terceiro lugar para o sexto).

O relatório está disponível na íntegra aqui

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11 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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