DGS quer hospitais com programa de gestão de sangue do doente

13.06.2018

Norma enviada a todas as ARS, unidades hospitalares e profissionais de saúde
A Direção-Geral da Saúde determina que as instituições hospitalares devem constituir uma estrutura organizacional – Comissão Transfusional ou Grupo de Patient Blood Management (PBM) – que implemente, na cirurgia eletiva, um programa de gestão do sangue do doente.

Numa norma publicada esta segunda-feira, e dirigida aos conselhos diretivos das Administrações Regionais de Saúde, conselhos de administração das unidades hospitalares e profissionais de saúde, o organismo salienta que «a implementação de um programa de PBM deve ser planeado e coordenado a nível institucional adaptado às necessidades individuais de cada doente e deve incluir, preferencialmente, os seguintes profissionais de saúde: médicos imunohemoterapeutas, cirurgiões, anestesiologistas e intensivista».

Segundo o documento, esta estrutura organizacional, nomeada pelo conselho de administração, deve promover a formação do corpo clínico, de enfermagem e administrativo com recurso a material pedagógico e informativo sobre gestão do sangue do doente (PBM) e a sensibilização dos doentes com material informativo sobre a PBM. 

A equipa deve ainda promover as boas práticas no âmbito da gestão do sangue do doente (PBM) através da otimização da hematopoiese, da minimização da hemorragia e da gestão da tolerância à anemia no pré, intra e pós-operarório, bem como monitorizar todos os parâmetros de avaliação da gestão do sangue do doente na cirurgia eletiva e ainda auditar internamente os processos de gestão do sangue.

A Direção-Geral da Saúde determina que as instituições hospitalares devem constituir uma estrutura organizacional – Comissão Transfusional ou Grupo de Patient Blood Management (PBM) – que implemente, na cirurgia eletiva, um programa de gestão do sangue do doente 

«Embora Portugal não seja um dos países Europeus com maior consumo de sangue per capita, um programa de PBM é uma oportunidade para otimizar o consumo de sangue, melhorando o desempenho das unidades hospitalares», considera a DGS, lembrando que a implementação de um programa de PBM «poderá ter grande impacto ao nível do consumo de recursos, nomeadamente a redução da duração do internamento e da taxa de reinternamento, tornando os hospitais mais eficientes na gestão destes recursos».

A norma está disponível para consulta aqui

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13 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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