Identificado possível alvo para futura vacina contra a sífilis

por Teresa Mendes | foto de Kim Krieger - UConn Communications | 14.06.2018

Estudo divulgado em publicação da American Society of Microbiology
Investigadores americanos identificaram um possível alvo para uma vacina contra a sífilis em proteínas da bactéria que causa a doença sexualmente transmissível.

O estudo foi divulgado na mBio, uma publicação digital da American Society of Microbiology.

Num comunicado, a Universidade norte-americana de Connecticut, que liderou a investigação, explica que uma equipa de especialistas em Microbiologia analisou geneticamente a bactéria da sífilis recolhida de amostras de doentes da Colômbia, de São Francisco (Estados Unidos) e da República Checa, concluindo que as estirpes bacterianas eram bastante semelhantes, havendo entre elas poucas diferenças genéticas.

Os cientistas suspeitaram que os poucos genes mutantes da bactéria expressavam o tipo de proteínas que andavam à procura - as que habitualmente estão na membrana externa de uma bactéria e que são a forma de o sistema imunitário reconhecer um invasor bacteriano.

Usaram então um programa de modelação computacional para conceber um modelo das proteínas que os genes mutantes expressam e depois produziram-nas em laboratório.

Posteriormente, criaram os anticorpos para essas proteínas e verificaram que estes anticorpos atacavam a membrana exterior intacta da bactéria treponema pallidum.

Na etapa final do estudo, a equipa partiu da pista dada pelos genes mutantes para procurar e encontrar os genes que codificam para proteínas da membrana exterior da bactéria que nunca se alteram.
Para os investigadores este é um passo muito importante, uma vez que as proteínas que sofrem muitas mutações para se esconder do sistema imunitário não são boas candidatas a uma vacina.

Numa próxima etapa, os investigadores pretendem usar estas proteínas para imunizar coelhos e ver se podem funcionar como uma vacina contra a sífilis, doença que se não for tratada pode causar demência e outras patologias neurológicas.

Investigadores americanos identificaram um possível alvo para uma vacina contra a sífilis em proteínas da bactéria que causa a doença sexualmente transmissível. O estudo foi divulgado na mBio, uma publicação digital da American Society of Microbiology

Em Portugal, o mais recente Inquérito Serológico Nacional, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, referente ao período entre 2015-2016, apontou uma prevalência da sífilis em 2,4% dos adultos portugueses com 18 ou mais anos.

O estudo, intitulado «Sequence Variation of Rare Outer Membrane Protein β-Barrel Domains in Clinical Strains Provides Insights into the Evolution of Treponema pallidum subsp. pallidum, the Syphilis Spirochete», pode ser lido na íntegra aqui 

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14 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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