A «prudência» do ministro versus a urgência do bastonário
20.06.2018
Relatório Primavera 2018
Ordem dos Médicos e Ministério da Saúde têm leituras das conclusões do Relatório Primavera 2018.
O ministro Adalberto Campos Fernandes considera ser impossível resolver em dois anos os problemas acumulados no setor.
Já o bastonário Miguel Guimarães diz que «O Serviço Nacional de Saúde está a afundar-se».
Na apresentação do documento do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, esta terça-feira, em Lisboa, o ministro da Saúde recordou que Portugal viveu «quatro a cinco anos de privação extrema e humilhante para a soberania nacional», tendo considerado «insensato» julgar-se que em dois anos era possível «repor os défices de investimento que se acumularam» durante vários anos.
Estimando que sejam precisos entre seis ou sete anos de trabalho no setor da saúde para recuperar o subfinanciamento, o governante voltou a sublinhar o que o Governo «sempre tem dito», ou seja, que está a trabalhar «ao ritmo que o país permite».
«Nós gostaríamos de resolver em dois anos os problemas acumulados há oito ou nove anos, mas não conseguimos, é impossível. Estamos a fazê-lo, com prudência», disse.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos é preciso mais do que prudência, advertindo Miguel Guimarães que «o relatório vem apenas demonstrar o que tem sido referido por diversas vezes pelos parceiros sociais da saúde», ou seja, que «o Ministério da Saúde está totalmente aprisionado pelo Ministério das Finanças» e que o «SNS está a afundar-se».
«Hoje, uma direção num hospital sabe que vai ter dinheiro para pagar aos recursos humanos até ao fim do ano, mas sabe que, à partida, não vai ter dinheiro a partir de determinado mês (junho/julho) de pagar os medicamentos», para alem de outros aspetos.
Ordem dos Médicos e Ministério da Saúde têm leituras das conclusões do Relatório Primavera 2018. O ministro Adalberto Campos Fernandes considera ser impossível resolver em dois anos os problemas acumulados no setor. Já o bastonário Miguel Guimarães diz que «O Serviço Nacional de Saúde está a afundar-se»
«Os hospitais não têm capacidade de renovar equipamento, não têm capacidade para fazer contratações, nem para ter flexibilidade na gestão», afirmou em declarações à agência Lusa a propósito do Relatório Primavera divulgado esta terça-feira em Lisboa.
Na opinião do dirigente, «a política de saúde está a ser desastrosa para o SNS e, se não acautelarmos a situação, valorizando a saúde dos portugueses e passando a ver a saúde como um investimento e não como uma despesa (…) o SNS fica descaracterizado».
18tm25L
20 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
O ministro Adalberto Campos Fernandes considera ser impossível resolver em dois anos os problemas acumulados no setor.
Já o bastonário Miguel Guimarães diz que «O Serviço Nacional de Saúde está a afundar-se».
Na apresentação do documento do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, esta terça-feira, em Lisboa, o ministro da Saúde recordou que Portugal viveu «quatro a cinco anos de privação extrema e humilhante para a soberania nacional», tendo considerado «insensato» julgar-se que em dois anos era possível «repor os défices de investimento que se acumularam» durante vários anos.
Estimando que sejam precisos entre seis ou sete anos de trabalho no setor da saúde para recuperar o subfinanciamento, o governante voltou a sublinhar o que o Governo «sempre tem dito», ou seja, que está a trabalhar «ao ritmo que o país permite».
«Nós gostaríamos de resolver em dois anos os problemas acumulados há oito ou nove anos, mas não conseguimos, é impossível. Estamos a fazê-lo, com prudência», disse.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos é preciso mais do que prudência, advertindo Miguel Guimarães que «o relatório vem apenas demonstrar o que tem sido referido por diversas vezes pelos parceiros sociais da saúde», ou seja, que «o Ministério da Saúde está totalmente aprisionado pelo Ministério das Finanças» e que o «SNS está a afundar-se».
«Hoje, uma direção num hospital sabe que vai ter dinheiro para pagar aos recursos humanos até ao fim do ano, mas sabe que, à partida, não vai ter dinheiro a partir de determinado mês (junho/julho) de pagar os medicamentos», para alem de outros aspetos.
Ordem dos Médicos e Ministério da Saúde têm leituras das conclusões do Relatório Primavera 2018. O ministro Adalberto Campos Fernandes considera ser impossível resolver em dois anos os problemas acumulados no setor. Já o bastonário Miguel Guimarães diz que «O Serviço Nacional de Saúde está a afundar-se»
«Os hospitais não têm capacidade de renovar equipamento, não têm capacidade para fazer contratações, nem para ter flexibilidade na gestão», afirmou em declarações à agência Lusa a propósito do Relatório Primavera divulgado esta terça-feira em Lisboa.
Na opinião do dirigente, «a política de saúde está a ser desastrosa para o SNS e, se não acautelarmos a situação, valorizando a saúde dos portugueses e passando a ver a saúde como um investimento e não como uma despesa (…) o SNS fica descaracterizado».
18tm25L
20 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
A «prudência» do ministro versus a urgência do bastonário