Dados da Conta Satélite da Saúde «confirmam desinvestimento» do Governo
por Teresa Mendes | 27.06.2018
«Onde está afinal o SNS a garantir o princípio da equidade de acesso?», pergunta Miguel Guimarães
A Ordem dos Médicos (OM) considera que os dados da Conta Satélite da Saúde, divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), «confirmam o desinvestimento na Saúde em Portugal e o agravamento das despesas suportadas pelas famílias».
Segundo o INE, a despesa global em saúde aumentou 3% em 2017, totalizando 17,3 mil milhões de euros, o que representa uma redução em relação aos dois anos anteriores – em 2015, aumentara 3,3% e, em 2016, 4,4%.O crescimento da despesa pública, de 3,5%, foi inferior ao ritmo do aumento do Produto Interno Bruto (PIB), situado nos 4,1%.
«O Governo continua a mostrar que não valoriza a saúde dos portugueses ao travar o aumento do investimento. O Serviço Nacional de Saúde precisa de um reforço orçamental urgente», afirma o bastonário da OM, Miguel Guimarães, num comunicado
O relatório do INE identifica ainda um aumento da despesa familiar em 2016, para 4,5%, reforçando a subida verificada nos anos anteriores (3,6%, em 2014, e 3,4%, em 2015).
Os portugueses gastaram sobretudo nos prestadores privados (40,8% em prestadores de cuidados de saúde em ambulatório e 14,3% em hospitais), em farmácias (24,0%) e nas outras vendas de bens médicos (10,3%).
Em 2015, as famílias suportavam já 27,7% do total de despesa em Saúde, acima da média da União Europeia, que se situava nos 15,3%.
«O Governo continua a mostrar que não valoriza a saúde dos portugueses ao travar o aumento do investimento. O Serviço Nacional de Saúde precisa de um reforço orçamental urgente», afirma o bastonário da OM, Miguel Guimarães
«Onde está afinal o SNS a garantir o princípio da equidade de acesso a todos?
Os gastos em saúde suportados pelos portugueses é cada vez maior e esta tendência tem de ser contrariada», frisa o dirigente, esperando que os dados preliminares do INE para uma desaceleração das despesas familiares em 2017 se confirmem.
Para saber mais, consulte o relatório aqui
18tm26i
27 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Segundo o INE, a despesa global em saúde aumentou 3% em 2017, totalizando 17,3 mil milhões de euros, o que representa uma redução em relação aos dois anos anteriores – em 2015, aumentara 3,3% e, em 2016, 4,4%.O crescimento da despesa pública, de 3,5%, foi inferior ao ritmo do aumento do Produto Interno Bruto (PIB), situado nos 4,1%.
«O Governo continua a mostrar que não valoriza a saúde dos portugueses ao travar o aumento do investimento. O Serviço Nacional de Saúde precisa de um reforço orçamental urgente», afirma o bastonário da OM, Miguel Guimarães, num comunicado
O relatório do INE identifica ainda um aumento da despesa familiar em 2016, para 4,5%, reforçando a subida verificada nos anos anteriores (3,6%, em 2014, e 3,4%, em 2015).
Os portugueses gastaram sobretudo nos prestadores privados (40,8% em prestadores de cuidados de saúde em ambulatório e 14,3% em hospitais), em farmácias (24,0%) e nas outras vendas de bens médicos (10,3%).
Em 2015, as famílias suportavam já 27,7% do total de despesa em Saúde, acima da média da União Europeia, que se situava nos 15,3%.
«O Governo continua a mostrar que não valoriza a saúde dos portugueses ao travar o aumento do investimento. O Serviço Nacional de Saúde precisa de um reforço orçamental urgente», afirma o bastonário da OM, Miguel Guimarães
«Onde está afinal o SNS a garantir o princípio da equidade de acesso a todos?
Os gastos em saúde suportados pelos portugueses é cada vez maior e esta tendência tem de ser contrariada», frisa o dirigente, esperando que os dados preliminares do INE para uma desaceleração das despesas familiares em 2017 se confirmem.
Para saber mais, consulte o relatório aqui
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27 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Dados da Conta Satélite da Saúde «confirmam desinvestimento» do Governo