«O maior investimento estrangeiro feito em Portugal na área de ensaios clínicos oncológicos de Fase 1»

por Teresa Mendes | 29.06.2018

Portugal vai ter centro líder na investigação sobre cancro em 2019
Portugal vai acolher, em 2019, o terceiro centro líder na investigação sobre cancro e no desenvolvimento de novas terapêuticas START (South Texas Accelerated Research Therapeutics), que ficará instalado no Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN).

Um memorando de entendimento e cooperação foi assinado esta quinta-feira no Ministério da Saúde entre o START e o CHLN, podendo traduzir-se «no maior investimento estrangeiro feito alguma vez em Portugal, na área de ensaios clínicos oncológicos de Fase 1», segundo o documento.

«Estamos a criar condições para disponibilizar, mais uma vez, inovação ao mais alto nível do conhecimento, da tecnologia e da terapêutica aos nossos doentes e para termos resposta no país para aquilo que é uma preocupação de todos, porque todos assistimos ao crescimento da doença oncológica, todos assistimos à pressão constante de encontrar em tempo útil as melhores respostas», disse à agência Lusa o presidente do CHLN, Carlos Martins, no final da cerimónia que contou com a presença do ministro da Saúde e do presidente do START.

Para o setor hospitalar, representa «uma oportunidade de parceria internacional e de contribuir, mais uma vez, para o prestígio e para a diferenciação do país», sublinhou Carlos Martins, adiantando que o centro a instalar no CHLN será o primeiro de «Fase 1» em Portugal e o terceiro a nível da União Europeia. Os outros dois funcionam em Espanha.

Segundo o dirigente, o investimento inicial será de entre um milhão de euros e 1,5 milhões de euros e será partilhado pelo START e pelo CHLN, que irá envolver os seus parceiros do consórcio Centro Académico de Medicina de Lisboa.

«Estamos a criar condições para disponibilizar, mais uma vez, inovação ao mais alto nível do conhecimento, da tecnologia e da terapêutica aos nossos doentes», afirmou o presidente do CHLN, Carlos Martins 

Como benefícios desta parceria, apontou mais receitas, que servirão para «voltar a alavancar investimento» e políticas de inovação, atrair investimento e conhecimento, o envolvimento de 400 a 500 doentes neste processo dentro de cinco anos, além dos 25 a 30 milhões de euros de orçamento anual e da libertação de 10 a 15 milhões de euros em termos de receita para a instituição.

«Hoje é um dia particularmente feliz», afirmou o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, antecipando que esta será uma boa aposta.

«Espero que os nossos amigos americanos percebam bem que estão a fazer uma boa aposta num dos melhores países da União Europeia e que seguramente daqui por um ano ou dois anos vão estar muito satisfeitos e vão dizer que foi uma aposta ganha e uma aposta certa», disse à Lusa.

Conselho de Ministros aprova diploma que cria o regime jurídico dos centros clínicos

Neste mesmo dia foi aprovado pelo Conselho de Ministros (CM) um diploma que cria o regime jurídico dos centros clínicos, «criando condições para o desenvolvimento, de forma integrada, das atividades assistencial, de ensino e de investigação clínica e de translação, e dos projetos-piloto de hospitais universitários», lê-se no comunicado do CM.

À margem da assinatura do memorando entre o START e o CHLN, Adalberto Campos Fernandes abordou as vantagens e potencialidades da criação dos centros académicos clínicos e dos centros hospitalares universitários, considerando que se trata de uma oportunidade para valorizar o ensino e a investigação, para captar investimento internacional e de natureza privada e, sobretudo, «reter os melhores profissionais», com atração pelo conhecimento e pela inovação.

A criação de um quadro legal aplicável a todos os centros académicos clínicos vem garantir a concretização progressiva do desenvolvimento, de forma integrada, das atividades assistencial, de ensino, de investigação clínica e de translação, incentivando a implementação das melhores práticas nacionais e internacionais.

Adicionalmente, o diploma consagra uma nova fase para o desenvolvimento do conceito de «hospital universitário», através da implementação de projetos-piloto de referência internacional que garantam formas integradas e inovadoras das atividades assistencial, de ensino e de investigação clínica e de translação.

O comunicado do Conselho de Ministros pode ser consultado aqui

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29 de Junho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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