Centros de saúde sem acesso aos tempos de espera dos utentes

03.07.2018

ERS já informou o Ministério da Saúde das dificuldades na obtenção dos dados
A Entidade Reguladora da Saúde diz estar a enfrentar grandes dificuldades para conseguir monitorizar os tempos de espera no SNS. Num comunicado, a reguladora diz que os centros de saúde «não dispõem de acesso às bases de dados em que está registada a informação sobre o tempo de espera de cada utente, nem tampouco é possível obter essa mesma informação junto das Administrações Regionais de Saúde».

«A informação sobre os utentes atendidos nos cuidados de saúde primários encontra-se centralizada nos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), sendo certo que os próprios agrupamentos de centros de saúde (Aces) avaliam o cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) nas suas unidades apenas através de informação agregada remetida pelos SPMS», alerta o organismo num comunicado

O panorama relativamente às unidades hospitalares é um pouco melhor, mas, de acordo com a ERS, «constatou-se uma falta de uniformização no tipo de dados remetidos, dada a diversidade de sistemas informáticos existentes, o que no caso dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica impossibilitou a avaliação dos tempos de espera».

Os centros de saúde «não dispõem de acesso às bases de dados em que está registada a informação sobre o tempo de espera de cada utente, nem tampouco é possível obter essa mesma informação junto das Administrações Regionais de Saúde», alerta a Entidade Reguladora da Saúde 

Nas cirurgias e primeiras consultas hospitalares os dados permitiram a realização de alguma análise aos tempos de espera, «embora com limitações na comparabilidade entre prestadores». A reguladora adverte ainda que «nem todos os hospitais dispõem da ferramenta para extração de dados, estando dependentes da intermediação da Administração Central do Sistema de Saúde, o que dificulta o processo de recolha e envio de dados». 

O organismo diz ter dado já conhecimento ao Ministério da Saúde das dificuldades verificadas na obtenção dos dados necessários para a monitorização dos TMRG.

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03 de Julho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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