Apifarma propõe aumento de 7% no orçamento para a Saúde

04.07.2018

«O Serviço Nacional de Saúde está subfinanciado», alerta Heitor Costa
«O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está subfinanciado e tem déficits ano após ano, com fortes repercussões na capacidade de fornecer o nível necessário de cuidados, no acesso à inovação, para além de uma implicação direta na dívida aos laboratórios», alertou o diretor executivo da Apifarma, Heitor Costa.

Na conferência «Um compromisso com as pessoas - Desafios da Indústria Farmacêutica na Europa», que decorreu esta terça-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o responsável salientou ainda que «Portugal é um dos países europeus onde o investimento público na área da saúde é menor, tanto em percentagem do PIB como em termos per capita, assim como em percentagem da despesa total do Estado».

Numa apresentação panorâmica da inovação em Portugal, Heitor Costa destacou igualmente o facto de existir ainda «um grande número de medicamentos inovadores que estão a aguardar uma decisão de financiamento público, comprometendo o acesso de pacientes a terapias inovadoras».

No total, em 2018, «existem 59 novos medicamentos de primeira linha a aguardar decisão de financiamento público, sendo o tempo médio de espera para novos DCIs de 14,4 meses».

«O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está subfinanciado e tem déficits ano após ano, com fortes repercussões na capacidade de fornecer o nível necessário de cuidados, no acesso à inovação, para além de uma implicação direta na dívida aos laboratórios», alertou o diretor executivo da Apifarma, Heitor Costa 

Para o dirigente, é essencial «valorizar a saúde e vê-la como um investimento» e «garantir o acesso às terapias mais adequadas, em pé de igualdade com outros cidadãos europeus, e levar em conta as economias de curto e médio prazo que a inovação possibilita, evitando cirurgias e tratamentos adicionais e dispensáveis».

Para isso, defendeu o diretor-executivo da Apifarma, «é imperativo criar as condições necessárias para garantir a sustentabilidade dos serviços de saúde», nomeadamente através do «aumento do financiamento da saúde em 0,15 pontos percentuais do PIB por ano para 7%, para convergir para a média da UE» e da «atribuição de um adicional de 0,25 pontos do orçamento do SNS todos os anos» para a área da prevenção na saúde.

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04 de Julho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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