Executivo estuda incentivos para diminuir faltas ao trabalho na Saúde

05.07.2018

Causa de absentismo que registou um maior aumento foi a ausência por greve
O Governo está a ponderar introduzir, ainda no próximo Orçamento do Estado, mecanismos para «incentivar a diminuição do absentismo e incentivar a presença no trabalho», em particular no setor da Saúde, avançou o ministro Adalberto Campos Fernandes, esta quarta-feira, na Comissão Parlamentar de Saúde (CSP).

O dirigente reconhece que as faltas ao trabalho no sector da saúde são mais significativas do que noutras áreas, chegando a atingir os 15% em alguns grupos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
«Num hospital que tenha 2000 enfermeiros, 15% são 300.

Faz toda a diferença», exemplifica o ministro da Saúde para justificar o trabalho conjunto «com o ministério das Finanças» para «encontrar mecanismos que façam com que este absentismo possa ser reduzido».

Adalberto Campos Fernandes explicou aos deputados que não se trata de faltas «relacionadas com doença ou maternidade» e disse esperar ter uma solução ainda antes da discussão do Orçamento de Estado para 2019.

Em 2017, as faltas ao trabalho dadas pelos profissionais de saúde totalizaram quase 3,8 milhões de dias, mais 2,4% do que no ano anterior.

De acordo com o mais recente Relatório Social do Ministério da Saúde, a maioria dos casos de absentismo ocorreu por doença (46,3%) e proteção na parentalidade (32,9%). Seguem-se os acidentes em serviço e doenças profissionais.

Mas, a causa de absentismo que registou um maior aumento em relação a 2016 foi a ausência por greve. Cresceram também as faltas injustificadas, com 21.048 dias perdidos.
Os enfermeiros foram o grupo profissional com maior número de ausências ao serviço, mas são também o grupo mais numeroso no SNS.

«Num hospital que tenha 2000 enfermeiros, 15% são 300. Faz toda a diferença», exemplifica o ministro da Saúde para justificar o trabalho conjunto «com o ministério das Finanças» para «encontrar mecanismos que façam com que este absentismo possa ser reduzido» 

Sobre a aplicação das 35 horas de trabalho semanal à área da Saúde, o ministro garantiu que quem for contratado, numa primeira fase, já em curso, terá contrato sem termo porque «corresponde a necessidades permanentes» dos serviços.
Contudo o ministro avisa que não será possível, este ano, contratar o número desejável de profissionais.

«Provavelmente não haverá condições orçamentais para recrutarmos este ano todo o universo de profissionais desejável», afirmou Adalberto Campos Fernandes, remetendo para o outono, depois de uma avaliação, a eventual contratação adicional de trabalhadores.

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05 de Julho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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