Estudo demonstra benefícios da medicina personalizada

por Teresa Mendes | 13.07.2018

Relatório da EBE e da EFPIA
Um novo estudo da Associação Europeia de Empresas Biofarmacêuticas (EBE) e da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA) vem demonstrar os benefícios da medicina personalizada para os doentes, para a sociedade e para os sistemas de saúde.

Num comunicado conjunto, os dois organismos divulgaram esta terça-feira o resultado da análise baseada em evidências, realizada pela Charles River Associates, chamando a atenção para as «evidências consideráveis sobre os benefícios de uma abordagem de medicina personalizada», dando exemplos concretos como, entre outros, de uma melhor eficácia das terapêuticas, melhor prevenção e previsão de doenças, hospitalização reduzida e ensaios clínicos mais eficazes e éticos.

Com base na análise das evidências disponíveis, o relatório faz ainda cinco recomendações de políticas que solicitam «uma priorização coerente da medicina personalizada que acompanhe os planos estratégicos de saúde existentes»; uma «ênfase contínua em melhor gestão dos cuidados, coordenação de conhecimentos e recursos para garantir uma adequada “personalização do atendimento”»; um «investimento e cooperação contínuos na próxima geração de infraestrutura de testes laboratoriais (como laboratórios de genética molecular), bem como no desenvolvimento de vias de financiamento dedicadas para garantir o acesso ao diagnóstico»; uma infraestrutura de testes de diagnóstico «consistente em toda a Europa»; e um «melhor alinhamento dos requisitos de dados entre órgãos reguladores e organismos de avaliação de tecnologias em saúde para melhorar o desenvolvimento de evidências e facilitar o processo de avaliação de valor».

«Apesar dos seus benefícios bem conhecidos, a medicina personalizada na Europa ainda enfrenta uma ampla gama de desafios que são destacados no nosso relatório», afirma Barbara Freischem, diretora executiva da EBE, acrescentando que «as cinco recomendações políticas que identificamos são fundamentais para que a medicina personalizada prospere na Europa».

Um novo estudo da Associação Europeia de Empresas Biofarmacêuticas (EBE) e da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA) vem demonstrar os benefícios da medicina personalizada para os doentes, para a sociedade e para os sistemas de saúde 

Já Nathalie Moll, diretora geral da EFPIA, destacou que «é essencial implementar as recomendações de políticas identificadas no relatório para garantir um acesso equitativo dos pacientes a esses medicamentos inovadores», concluindo que «a indústria farmacêutica está pronta para apoiar os Estados-Membros e as autoridades europeias na sua estratégia para uma melhor “personalização do atendimento” em benefício dos pacientes na Europa».

O relatório completo está disponível aqui

O deck de slides que acompanha o documento está disponível aqui 

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13 de Julho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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