Assistentes sociais reivindicam integração na carreira de técnico superior de saúde

por Teresa Mendes | 20.07.2018

Sindicato admite enveredar pela greve se forem «esquecidos»
Os assistentes sociais querem ser integrados na carreira de técnico superior de saúde, na futura Lei de Bases da Saúde, e admitem formas de luta, até uma greve, se forem «esquecidos». 

«Apostamos no diálogo. Mas obviamente que convocar greve é uma competência dos sindicatos, no caso de sermos esquecidos», disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais (SNAS), Luís Matias.

O responsável lembrou que a carreira de técnico superior de saúde já existe, mas não inclui os milhares de assistentes sociais que trabalham no setor (só o Centro Hospitalar Lisboa Norte tem 55, disse), pelo que o sindicato julga ser agora o momento, quando se encontra em discussão pública a proposta de revisão da Lei de Bases da Saúde.

O SNAS enviou na semana passada um documento à presidente da comissão de revisão da lei, Maria de Belém Roseira, no qual alerta que na lista de várias profissões da proposta de lei para a revisão não constam os assistentes sociais.

Os assistentes sociais que exercem funções no Serviço Nacional de Saúde (SNS) prestam assistência, que pode consistir em avaliação, intervenção ou monitorização e tal está contemplado como o trabalho de profissionais de saúde, segundo a lei, argumenta o sindicato.

«Os assistentes sociais integram todas as equipas interdisciplinares que prestam diretamente cuidados aos doentes», e o seu trabalho contribui «para a prevenção da doença, para a manutenção, defesa e promoção da saúde e do bem-estar e da qualidade de vida do indivíduo, da família e da comunidade, com o grau de complexidade inerente ao de Técnicos Superiores de Saúde», justifica o sindicato no documento, a que a Lusa teve acesso.

Os assistentes sociais querem ser integrados na carreira de técnico superior de saúde, na futura Lei de Bases da Saúde, e admitem formas de luta, até uma greve, se forem «esquecidos»

O sindicato argumenta ainda que os assistentes sociais prestam diretamente cuidados sociais/assistência, fazem consultas nas instituições e domiciliárias, diagnosticam situações e problemas, promovem respostas, prestam apoio e articulam recursos.

Segundo Luís Matias são cerca de 20 mil os assistentes sociais, com a área da saúde a juntar «muitos profissionais», embora não tenha um número preciso, atualmente na carreira do regime geral,
No caso de as suas pretensões não serem atendidas, disse à Lusa, os assistentes sociais vão solicitar audiências a outras instâncias, admitindo também o recurso à greve e integrar ações de luta que surjam por parte de outros sindicatos com profissionais no SNS.

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20 de Julho de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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