Petição «A reanimação cardíaca é um direito de todos nós» entregue na AR
por Teresa Mendes | 24.07.2018
Documento quer formação obrigatória nas escolas e em algumas profissões
A petição «A reanimação cardíaca é um direito de todos nós», uma iniciativa do Movimento Salvar Mais Vidas (MSMV), foi hoje entregue na Assembleia da República e prevê tornar obrigatória a formação sobre paragem cardiorrespiratória nas escolas e para algumas profissões, com o objetivo de salvar milhares de vidas por ano.
A petição, que conseguiu recolher mais de 7000 assinaturas, é da autoria do MSMV, um movimento cívico fundado pelo fisioterapeuta Gabriel Boavida e que tem o apoio de médicos, mas também de figuras públicas nacionais.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável salientou que «as paragens cardiorrespiratórias são a principal causa de morte em Portugal fora do meio hospitalar», atingindo «mais de 10 mil pessoas por ano» e provocando «mais de uma morte por hora», o que representa «mais do que as mortes que acontecem nas situações de sinistralidade rodoviária».
E muitas dessas mortes, disse Gabriel Boavida, podiam ser evitadas.
A petição «A reanimação cardíaca é um direito de todos nós», uma iniciativa do Movimento Salvar Mais Vidas, foi hoje entregue na Assembleia da República e prevê tornar obrigatória a formação sobre paragem cardiorrespiratória nas escolas e para algumas profissões
«Em Portugal a taxa de sobrevivência (a uma paragem cardiorrespiratória) fora do meio hospitalar é das mais baixas da Europa.
Estamos a falar de 03% que chegam com vida ao hospital», frisou, acrescentando que sobrevivem (saem do hospital) «menos de 02%».
Noutros países a Europa a taxa de sobrevivência oscila entre os 20% e os 30%.
Tal diferença não tem a ver, fez questão de reafirmar o responsável, com «maus cuidados por parte das equipas de emergência nem dos hospitais», apenas com «a sociedade civil não estar preparada».
A petição defende que o suporte básico de vida seja realidade nas escolas e que exista uma lei que «faça com que esse ensino seja obrigatório a todos os alunos do 12.º ano».
Além disso, defende que algumas profissões tenham essa formação obrigatória, a começar por profissionais de saúde, nomeadamente os bombeiros, os polícias e guardas, seguranças de empresas privadas, nadadores salvadores, treinadores e professores.
A petição propõe ainda que sejam feitas campanhas de sensibilização e de alerta para «o problema de saúde pública» e a disseminação de desfibrilhadores em locais com grande número de pessoas e locais como recintos desportivos e ginásios.
O documento pode ser consultado aqui
18tm30H
24 de Julho de 2018
1830Pub3f18tm30H
Publicada originalmente em www.univadis.pt
A petição, que conseguiu recolher mais de 7000 assinaturas, é da autoria do MSMV, um movimento cívico fundado pelo fisioterapeuta Gabriel Boavida e que tem o apoio de médicos, mas também de figuras públicas nacionais.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável salientou que «as paragens cardiorrespiratórias são a principal causa de morte em Portugal fora do meio hospitalar», atingindo «mais de 10 mil pessoas por ano» e provocando «mais de uma morte por hora», o que representa «mais do que as mortes que acontecem nas situações de sinistralidade rodoviária».
E muitas dessas mortes, disse Gabriel Boavida, podiam ser evitadas.
A petição «A reanimação cardíaca é um direito de todos nós», uma iniciativa do Movimento Salvar Mais Vidas, foi hoje entregue na Assembleia da República e prevê tornar obrigatória a formação sobre paragem cardiorrespiratória nas escolas e para algumas profissões
«Em Portugal a taxa de sobrevivência (a uma paragem cardiorrespiratória) fora do meio hospitalar é das mais baixas da Europa.
Estamos a falar de 03% que chegam com vida ao hospital», frisou, acrescentando que sobrevivem (saem do hospital) «menos de 02%».
Noutros países a Europa a taxa de sobrevivência oscila entre os 20% e os 30%.
Tal diferença não tem a ver, fez questão de reafirmar o responsável, com «maus cuidados por parte das equipas de emergência nem dos hospitais», apenas com «a sociedade civil não estar preparada».
A petição defende que o suporte básico de vida seja realidade nas escolas e que exista uma lei que «faça com que esse ensino seja obrigatório a todos os alunos do 12.º ano».
Além disso, defende que algumas profissões tenham essa formação obrigatória, a começar por profissionais de saúde, nomeadamente os bombeiros, os polícias e guardas, seguranças de empresas privadas, nadadores salvadores, treinadores e professores.
A petição propõe ainda que sejam feitas campanhas de sensibilização e de alerta para «o problema de saúde pública» e a disseminação de desfibrilhadores em locais com grande número de pessoas e locais como recintos desportivos e ginásios.
O documento pode ser consultado aqui
18tm30H
24 de Julho de 2018
1830Pub3f18tm30H
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Petição «A reanimação cardíaca é um direito de todos nós» entregue na AR