Concurso de mobilidade especial para o Algarve fica deserto

31.07.2018

Ministério promete rever incentivos e torná-los mais atrativos
O concurso aberto para o reforço de 67 médicos para o Algarve no período do verão não atraiu um único médico.
O Ministério da Saúde já admitiu rever atrativos para a colocação dos clínicos.

Em declarações à margem da inauguração da Unidade de Cuidados Paliativos de Elevada Diferenciação do Centro Hospitalar São João, no Porto, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, afirmou esta segunda-feira que o Governo vai repensar a fórmula para atrair jovens médicos para o Algarve, após o plano de mobilidade especial ter falhado.

«Vamos tentar, acima de tudo, voltar a olhar para a questão dos incentivos, da forma de reflexão e captação dos recursos», avançou Fernando Araújo, recordando que o Algarve é «uma área muito carenciada» onde houve «muita dificuldade ao longo dos últimos 10, 15 anos em conseguir captar e fixar» profissionais de saúde.

«Temos, portanto, de pensar muito bem em toda a forma de incentivos, de modo a alterá-los e torná-los atrativos para que jovens especialistas queiram iniciar um projeto de vida no Algarve», sublinhou o governante.

«Temos de pensar muito bem em toda a forma de incentivos, de modo a alterá-los e torná-los atrativos para que jovens especialistas queiram iniciar um projeto de vida no Algarve», sublinhou Fernando Araújo 

Este cenário tem vindo a repetir-se ano após ano. Desde que foi lançada esta mobilidade especial, em 2016, apenas 11 médicos aceitaram reforçar as unidades de saúde algarvias – sete em 2016 e quatro em 2017, sendo os parcos incentivos financeiros apontados como o principal motivo que leva o os médicos a não aderirem ao concurso. O ordenado é o mesmo, com direito a ajudas de custo que podem ir dos 50 aos 200 euros.
 
Entretanto, uma Resolução da Assembleia da República publicada hoje no Diário da República recomenda ao Governo que crie um programa extraordinário de contratação de profissionais de saúde, «com vista a responder às necessidades que resultam das alterações ao horário de trabalho e ao período de férias». 

18tm31G
31 de Julho de 2018
1831Pub3f18tm31G

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 31.10.2018

Saldo negativo do SNS volta a agravar-se em setembro

O saldo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltou a aumentar em setembro. Segundo a Execução Orçamen...

31.10.2018

Descoberto novo ligamento no tornozelo humano

Investigadores da Universidade de Barcelona descobriram um novo ligamento na parte lateral do tornoz...

31.10.2018

PPP estão no top 3 dos melhores hospitais do país

Pelo segundo ano consecutivo, o Hospital de Braga é o único em Portugal a conquistar classificação m...

31.10.2018

Portugal sobe para o nível quatro na provisão de cuidados paliativos pediát...

Portugal subiu para o nível quatro da International Children´s Palliative Care Network (ICPCN), send...

por Teresa Mendes | 30.10.2018

 O talão de vencimento está correto?

 O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) disponibiliza no seu site uma calculadora que permite ao...

por Teresa Mendes | 30.10.2018

FNAM pede demissão de toda a equipa da SPMS

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) pediu esta segunda-feira a substituição da equipa da Serviço...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.