Internos de Endocrinologia do CHP obrigados a integrar equipas de Medicina Interna

foto de "DR" | 01.08.2018

SIM já informou a Ordem dos Médicos
Os médicos internos de Endocrinologia do Centro Hospitalar do Porto (CHP) estão a ser obrigados a integrar as equipas do Serviço de Urgência da especialidade de Medicina Interna, onde prestam trabalho durante dias de semana, fins de semana e feriados, em período diurno e noturno, durante 12 horas semanais, denuncia o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Num comunicado, o sindicato salienta que os endocrinologistas «são equiparados a médicos internos da especialidade de Medicina Interna, quer no que se refere ao foro geral das patologias observadas, quer na responsabilidade atribuída na abordagem e orientação terapêutica dos pacientes».

«É, ainda, frequente que, por serem o médico interno mais velho, durante o período noturno atuem como chefes da área médica, como tal responsáveis pela área de Urgência da Medicina Interna», acrescenta o SIM.

Para a estrutura sindical, a situação, além de ilegal, «é de todo inadmissível», considerando que «os internos de Endocrinologia têm de deixar de ser escalados para as equipas de Medicina Interna, uma vez que existe no âmbito da especialidade em que se encontram em formação Serviço de Urgência que em tudo se adequa às suas necessidades formativas».

Os médicos internos de Endocrinologia do Centro Hospitalar do Porto (CHP) estão a ser obrigados a integrar as equipas do Serviço de Urgência da especialidade de Medicina Interna, denuncia o SIM 

O SIM alerta ainda para o facto de «os direitos de os internos de Medicina Interna estarem igualmente a ser desrespeitados, não só por serem chefiados por interno de especialidade diversa, como pelo facto do único especialista escalado para trabalho em Urgência no período noturno se encontrar colocado em edifício distinto».

Perante a falta de resposta do conselho de administração do CHP, que foi alertado há cerca de um mês e meio sobre estas irregularidades, o sindicato diz ter já comunicado a situação à Ordem dos Médicos, considerando que «pode estar em causa a idoneidade formativa daquela instituição».

Teresa Mendes

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01 de Agosto de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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