Ordem alerta para falta de 700 enfermeiros para cumprir as 35 horas semanais

por Zózimo Zorrinho | 03.08.2018

Levantamento realizado pela OE
Um levantamento realizado pela Ordem dos Enfermeiros (OE) conclui que faltam contratar ainda 700 enfermeiros para que sejam cumpridas as 35 horas semanais.
Segundo a bastonária Ana Rita Cavaco, a contratação de 1000 enfermeiros anunciada pelo ministro da Saúde, é um «número insuficiente» para fazer face à redução do horário de trabalho.

«Do levantamento que nós fizemos, caso a caso, estimamos que cerca de mil [vagas] foram para enfermeiros. Para as 35 horas no país todo a Ordem tinha uma conta de 1700 enfermeiros que seria preciso contratar, portanto ainda falta», disse esta quinta-feira à Lusa Ana Rita Cavaco, à saída de uma reunião com o conselho de administração do Hospital de Cascais.
A bastonária afirmou ainda estar a aguardar uma «nova vaga de contratação» em setembro.

«Aquilo que o Ministério inicialmente disse é que em setembro haveria uma nova vaga de contratação. Estamos a aguardar para saber se isso vai acontecer porque, em setembro, também os hospitais retomam a sua produção original.
Em setembro é que se vai notar mais a questão das 35 horas», destacou.

Entretanto, Ana Rita Cavaco anunciou que a OE «convidou todos os sindicatos a sentarem-se à mesa» para avaliar os motivos para avançar com a greve agendada para 13 a 17 de agosto.

«Como foi apenas convocada [a greve] por dois dos sindicatos e existem mais, o que nós fizemos foi convidar todos os sindicatos do setor a sentarem-se à mesa, na Ordem [dos Enfermeiros], na próxima segunda-feira», informou a dirigente.

Um levantamento realizado pela Ordem dos Enfermeiros (OE) conclui que faltam contratar ainda 700 enfermeiros para que sejam cumpridas as 35 horas semanais. Segundo a bastonária Ana Rita Cavaco, a contratação de 1000 enfermeiros anunciada pelo ministro da Saúde, é um «número insuficiente» para fazer face à redução do horário de trabalho 

Recorde-se que a greve entre os dias 13 e 17 de agosto sob a forma de «paralisação total e com abandono do local de trabalho» foi convocada pelo Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo Sindicato dos Enfermeiros (SE), na sexta-feira.

Segundo com o comunicado divulgado pelas duas estruturas sindicais, os sindicatos protestam pela não conclusão de um acordo coletivo de trabalho que contemple, entre outras matérias, a categoria de enfermeiro especialista, e reivindicam que «o Estado deve aos enfermeiros 13 anos, 7 meses e 25 dias nas progressões».  

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03 de Agosto de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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