Concurso de colocação dos médicos recém-especialistas é uma «falácia»

por Teresa Mendes | 13.08.2018

Fnam critica a «arbitrariedade na atribuição do número de vagas»
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) considera o concurso de colocação dos médicos recém-especialistas uma «falácia».
Num comunicado, o sindicato critica, para além do atraso no concurso, que implicou a saída destes médicos do Serviço Nacional de Saúde, a «total arbitrariedade na atribuição do número de vagas das respetivas especialidades».

Para a Fnam é incompreensível que das 1234 vagas, apenas 380 tenham sido atribuídas à Medicina Geral e Familiar (MGF), um «número manifestamente insuficiente para colmatar as necessidades, sobretudo na Zona Sul do país – Lisboa, Setúbal, Alentejo e Algarve», acrescentando que as vagas atribuídas às Unidades de Saúde Familiar (USF) tipo B «foram também elas diminutas, contrariando o programa deste Governo».

«É a total arbitrariedade nos critérios de atribuição das vagas, incluindo as chamadas “carenciadas”», conclui o sindicato.

Já ao nível hospitalar, na opinião da Fnam, as vagas para a especialidade de Ginecologia e Obstetrícia «foram escassas», tendo em conta que existem maternidades à beira da rotura, como é o caso da Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa), do Hospital Dr. Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), do Hospital Garcia de Orta (Almada) e da Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra). 

Por outro lado, salienta o comunicado, «o Hospital Amadora-Sintra foi autorizado a contratar médicos tarefeiros não-especialistas para realizar a urgência de Obstetrícia».

Pelo exposto, a Fnam considera que o Ministério da Saúde tem de prestar esclarecimentos quanto à sua gestão dos recursos médicos.

A Federação Nacional dos Médicos considera o concurso de colocação dos médicos recém-especialistas uma «falácia». Num comunicado, o sindicato critica, para além do atraso no concurso, a «total arbitrariedade na atribuição do número de vagas das respetivas especialidades»

O sindicato quer saber, nomeadamente, «quais foram as vagas que não foram preenchidas e de que especialidades», porque é que a tutela «continua a contratar empresas prestadoras de serviços, em vez de abrir um número de vagas de acordo com as necessidades» e ainda «porque continua a fomentar a falta de médicos especialistas, que põe em causa a continuidade da formação médica».

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13 de Agosto de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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