Imunoalergologia é a especialidade que mais notifica reações adversas a medicamentos

por Teresa Mendes | 18.08.2018

Infarmed compara RAM em Portugal: 1997 vs 2017 
Em 2017, a Imunoalergologia foi a especialidade médica que mais notificou reações adversas a medicamentos (RAM) (35%), seguida da Dermato-Venereologia (12%) e da Reumatologia (11%).

Os antineoplásicos são o grupo farmacêutico que mais provocou reações, sendo as mulheres mais afetadas, segundo um artigo publicado na 100.º edição do Boletim de Farmacovigilância do Infarmed.

Intitulado «Reações Adversas a medicamentos em Portugal 1997 vs 2017: Quem Notifica(va) o Quê?», o artigo compara o número de notificações adversas em 1997 vs 2017, concluindo que a Medicina Geral e Familiar, que liderava no estudo efetuado em 1997 com 72% das notificações, surge agora em 5.º lugar, com 7% das notificações comunicadas por médicos.

Em 1997, foram analisadas 243 notificações correspondentes a quase quatro anos e meio, enquanto só em 2017 foram submetidas diretamente por profissionais de saúde e utentes um total de 2650 notificações, salienta a publicação, lembrando que em 1997 apenas os médicos podiam notificar. 

Os número de 2017 revelam que os médicos são o grupo profissional que mais notifica (1201 notificações, 45% do total), seguidos pelos farmacêuticos com (894, 34%) e enfermeiros (235, 9%).
Os utentes fizeram 277 notificações (10%).

Os doentes que experienciaram RAM foram maioritariamente do sexo feminino (54%) e com idades compreendidas entre os 18 e 64 anos (40%).
Em 1993-97 o sexo feminino também era predominante (64%), mas o grupo etário envolvido num maior número de casos de RAM (33%) era o dos indivíduos com idade acima dos 65 anos.

As RAM mais frequentes, agrupadas por órgãos e sistemas envolvidos, foram as perturbações gerais ou relacionadas com o local de administração (31%), seguidas das cutâneas (28%) e das gastrointestinais e neurológicas (18% e 16%, respetivamente).
Não muito diferentemente, em 1993-97 a lista era encabeçada pelas reações cutâneas (39%), seguidas das gastrointestinais e neurológicas (ambas 13%).

Os três grupos farmacológicos suspeitos mais frequentes nas RAM de 2017 foram os antineoplásicos (13%), seguidos dos imunossupressores e dos antibióticos para uso sistémico, ambos com 11%, bem diferente do final do século passado, em que se destacavam os antibióticos (31%), os AINE (15%) e os anti-hipertensores (13%).

O artigo pode ser acedido na íntegra aqui  

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17 de Agosto de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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