Investigadores identificam novo subtipo de esclerose múltipla
30.08.2018
Degeneração neuronal pode ocorrer sem perda de mielina da matéria branca
Investigadores identificaram um novo subtipo de esclerose múltipla marcado pela desmielinização da medula espinhal e do córtex cerebral, mas não da substância branca cerebral, que até agora era considerada a principal causa de degeneração neuronal e incapacidade neurológica permanente na EM.
«Este estudo abre uma nova era na investigação da EM, pois é o primeiro a fornecer evidências patológicas de que a degeneração neuronal pode ocorrer sem perda de mielina da matéria branca no cérebro de pacientes com a doença», afirmou o investigador principal Bruce Trapp, diretor do Departamento de Neurociências do Instituto de Pesquisa Lerner, da Cleveland Clinic, citado num comunicado à Imprensa.
O estudo foi publicado online, no passado dia 21 de agosto, na revista Lancet Neurology.
Trapp e a sua equipa estudaram os cérebros e medula espinal de 100 pacientes falecidos que foram previamente diagnosticados com EM que incluía lesões cerebrais da substância branca.
Doze desses indivíduos (12%) apresentavam lesões desmielinizadas na medula espinhal e no córtex cerebral, mas não na substância branca cerebral.
«A desmielinização da substância branca cerebral é uma espécie de padrão patológico e de ressonância magnética da EM.
Portanto, encontrar 12% dos doentes no nosso estudo sem esse padrão é uma observação significativa», disse Trap ao Medscape Medical News.
«Este estudo abre uma nova era na investigação da EM, pois é o primeiro a fornecer evidências patológicas de que a degeneração neuronal pode ocorrer sem perda de mielina da matéria branca no cérebro de pacientes com a doença»
Os investigadores compararam então os cérebros e medula espinal dos 12 pacientes com EM mielocortical com os de 12 pacientes com EM típica, concluindo que embora ambos grupos apresentassem lesões típicas de esclerose múltipla na medula espinal e córtex cerebral, apenas os doentes com EM típica tinham lesões na substância branca cerebral.
Apesar de não apresentarem lesões típicas de EM na substância branca cerebral, os doentes com EM mielocortical apresentaram redução da densidade neuronal e da espessura cortical - características da neurodegeneração também observadas na EM típica.
«Esse facto apoia o conceito de que a neurodegeneração pode ser independente da desmielinização nesses pacientes mielocorticais», disse ainda o investigador, sendo ainda de notar que «a EM mielocortical era indistinguível da EM típica na ressonância magnética».
18tm35P
30 de Agosto de 2018
1835Pub5f18tm35P
Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Este estudo abre uma nova era na investigação da EM, pois é o primeiro a fornecer evidências patológicas de que a degeneração neuronal pode ocorrer sem perda de mielina da matéria branca no cérebro de pacientes com a doença», afirmou o investigador principal Bruce Trapp, diretor do Departamento de Neurociências do Instituto de Pesquisa Lerner, da Cleveland Clinic, citado num comunicado à Imprensa.
O estudo foi publicado online, no passado dia 21 de agosto, na revista Lancet Neurology.
Trapp e a sua equipa estudaram os cérebros e medula espinal de 100 pacientes falecidos que foram previamente diagnosticados com EM que incluía lesões cerebrais da substância branca.
Doze desses indivíduos (12%) apresentavam lesões desmielinizadas na medula espinhal e no córtex cerebral, mas não na substância branca cerebral.
«A desmielinização da substância branca cerebral é uma espécie de padrão patológico e de ressonância magnética da EM.
Portanto, encontrar 12% dos doentes no nosso estudo sem esse padrão é uma observação significativa», disse Trap ao Medscape Medical News.
«Este estudo abre uma nova era na investigação da EM, pois é o primeiro a fornecer evidências patológicas de que a degeneração neuronal pode ocorrer sem perda de mielina da matéria branca no cérebro de pacientes com a doença»
Os investigadores compararam então os cérebros e medula espinal dos 12 pacientes com EM mielocortical com os de 12 pacientes com EM típica, concluindo que embora ambos grupos apresentassem lesões típicas de esclerose múltipla na medula espinal e córtex cerebral, apenas os doentes com EM típica tinham lesões na substância branca cerebral.
Apesar de não apresentarem lesões típicas de EM na substância branca cerebral, os doentes com EM mielocortical apresentaram redução da densidade neuronal e da espessura cortical - características da neurodegeneração também observadas na EM típica.
«Esse facto apoia o conceito de que a neurodegeneração pode ser independente da desmielinização nesses pacientes mielocorticais», disse ainda o investigador, sendo ainda de notar que «a EM mielocortical era indistinguível da EM típica na ressonância magnética».
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30 de Agosto de 2018
1835Pub5f18tm35P
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Investigadores identificam novo subtipo de esclerose múltipla