Rastreio de saúde visual infantil passa a ser obrigatório aos 2 e 4 anos de idade

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 05.09.2018

DGS está preocupada com repercussões da ambliopia
Os centros de saúde vão ter de realizar a todas as crianças, no semestre em que completem dois anos de idade, um rastreio de saúde visual infantil.
A medida que pretende prevenir a ambliopia, está inscrita numa circular normativa da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Os casos com alterações passam a ter de ser enviados para uma consulta hospitalar de Oftalmologia no prazo máximo de 60 dias.

Num segundo momento, são também rastreadas no semestre em que completam quatro anos de idade, todas as crianças que tiveram rastreio negativo aos dois anos de idade.

Este rastreio sistemático e de base populacional tem por objetivo identificar todas as crianças com alterações oftalmológicas capazes de provocar ambliopia, «um reconhecido problema de saúde pública, sendo unanimemente considerada a causa mais frequente de perda de visão monocular entre os 20 e os 70 anos de idade», salienta a norma.

Os centros de saúde vão ter de realizar a todas as crianças, no semestre em que completem dois anos de idade, um rastreio de saúde visual infantil. A medida pretende prevenir a ambliopia 

«A presença de ambliopia aumenta o risco de perda visual no olho bom e portanto, o risco de cegueira ao longo da vida», fundamenta a DGS, observando que «existem numerosos estudos que demonstram o benefício económico do seu diagnóstico precoce, de forma a obter sucesso na sua prevenção e tratamento, tendo em conta todas as perdas que resultam da patologia, que incluem fatores individuais de bem-estar, aprendizagem e autoconfiança, fatores sociais relacionados com a diminuição da produtividade e os custos de tratamento».

A norma está disponível para consulta aqui 

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05 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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