Infarmed aprova o segundo medicamento 100% português

06.09.2018

Novo fármaco promete atrasar os sintomas da doença de Parkinson
Foi aprovado pelo Infarmed o segundo medicamento 100% português.
Trata-se de um fármaco para o tratamento da doença de Parkinson que promete atrasar os sintomas daquela patologia, nomeadamente o controlo da rigidez, a dificuldade de movimentos e os tremores, anunciou a Bial, esta quarta-feira.

Embora tenha sido aprovado há dois anos pelo Comissão Europeia, o medicamento começou a chegar às farmácias portuguesas apenas esta semana, sendo comparticipado a 95% pelo Estado.

Em declarações à Lusa, o presidente da Bial, António Portela, explicou que este novo medicamento, cujo princípio ativo é a opicapona, «reduz o estado "off", que se caracteriza pela lentidão/limitação dos movimentos».

«Os chamados tempos "off" são períodos em que o corpo fica rígido e os doentes não se conseguem mexer.
O medicamento tem um efeito importante porque reduz em duas horas o tempo off», sustentou, salientando «a vantagem de ser de toma única diária, o que aumenta a qualidade de vida dos doentes durante o dia, mas também durante o sono».

O presidente da Bial, António Portela, explicou que este novo medicamento, cujo princípio ativo é a opicapona, «reduz o estado "off", que se caracteriza pela lentidão/limitação dos movimentos» 

O novo medicamento, comercializado com o nome de Ongentys, já está disponível desde 2016 na Alemanha, Inglaterra e Espanha.
Ainda este mês será comercializado em Itália, existindo já acordos com empresas do setor para a sua comercialização nos Estados Unidos da América, Japão, China e Coreia do sul.

Segundo a Bial, o Ongentys, que resultou de um investimento de cerca de 300 milhões de euros, culmina 11 anos de investigação, «apoiado num vasto e exaustivo programa de desenvolvimento clínico que suportou a aprovação da Comissão Europeia, incluindo 28 estudos de farmacologia humana em mais de 900 pacientes de 30 países».

Em Portugal existem entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson e são identificados todos os anos cerca de dois mil novos casos.

Portugal é um dos países (a par com Espanha) com maior prevalência de uma mutação genética, considerada a causa mais frequente de doença de Parkinson. 

18tm36N
06 de Setembro de 2018
1836Pub5f18tm36N

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 22.05.2019

Apenas um quarto dos médicos consegue conciliar carreira com vida familiar

A grande maioria dos médicos que trabalha no Serviço Nacional de Saúde (73%) não consegue conciliar...

22.05.2019

 Infarmed conclui processos de financiamento para 22 novos fármacos

 A conclusão de processos de financiamento relativos a novos medicamentos (novas substâncias ativas...

22.05.2019

Fundadores do Observatório de Saúde António Arnaut  defendem transparência

O coordenador do Observatório de Saúde António Arnaut (OSAA) defendeu esta terça-feira, em Coimbra,...

por Teresa Mendes | 22.05.2019

 Encargos com as PPP da saúde aumentaram quase 30%

Os encargos líquidos com parcerias público-privadas (PPP) subiram 5% nos primeiros seis meses de 201...

por Teresa Mendes | 21.05.2019

Taxas de cesariana e de mortalidade materna e perinatal são os temas mais p...

Diogo Ayres de Campos, diretor do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria (Centro Hospital...

21.05.2019

Porto quer ser «Cidade Sem Sida» até 2020

 A Câmara Municipal do Porto e 22 instituições assinaram esta segunda-feira, dia 20 de maio, o proto...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.